Ford produzirá autônomos a partir de 2021

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02/08/2018

São Paulo - A Ford iniciará a produção em série do seu primeiro veículo autônomo nível 4 em 2021. Segundo Luciano Driemeier, gerente de mobilidade para a América do Sul, a produção de autônomos é um caminho sem volta, que ajudará a reduzir o índice de acidentes.

 

“O avanço do nível 3 para o 4 será muito importante, pois marcará a transição para o veículo com 100% de autonomia. O nível 4 não precisará de intervenção do motorista, enquanto o nível 3 ainda requer um motorista para assumir o controle do veículo”.

 

Driemeier, em sua intervenção no segundo dia do Simea, na quinta-feira, 2, também ressaltou outros pontos positivos dos autônomos, como a possibilidade de o ocupante fazer outras atividades enquanto é transportado até o seu destino, o custo de deslocamento -- que será menos com esse tipo de veículo -- e a inclusão social, uma vez que os autônomos poderão ser usados por quem sabe e por quem não sabe dirigir.

 

Mesmo com a produção em série programada para 2021, a Ford sabe que demorará para que os motoristas tenham acesso a essa tecnologia, por causa do seu alto custo: “Até a tecnologia ficar mais barata esse tipo de veículo será acessível para empresas como Didi e Uber, que podem usar em suas frotas para prestar serviços à população e recuperar o investimento no longo prazo. O consumidor final terá que esperar um pouco mais para ter um modelo autônomo na garagem”.

 

O custo de produção e das tecnologias embarcadas nos autônomos ainda é um grande entrave para a indústria, pois ainda não é possível fechar essa conta para comercializar o veículo a um preço acessível: “Hoje, em média, veículos que tenham autonomia nível 3 cobram US$ 30 mil pelo pacote tecnológico e, no caso do nível 4, não é nem possível imaginar quanto isso custará para o consumidor final”.

 

Com relação aos investimentos necessários em infraestrutura para tornar viáveis os autônomos nas ruas, Luciano Driemeier acredita que será possível redirecionar os gastos de outras áreas para esse setor, como os valores que cobrem os custos de tudo aquilo que envolve um acidente, como indenizações, ambulância e serviços hospitalares, que serão reduzidos a partir do momento em que a frota de autônomos passe a crescer.  

 

Fotos: Divulgação