Rede concessonária espera impacto dos elétricos no longo prazo

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Foto Jornalista Caio Bednarski

Por Caio Bednarski

CompartilheSeminário AutoData
26/11/2019

São Paulo – A maior oferta de veículos elétricos no mercado brasileiro demandará mudanças no negócio da rede concessionária – mas, segundo José Mauricio Andreta Júnior, vice-presidente da Fenabrave, só no longo prazo. Ele foi um dos palestrantes do Seminário Brasil Elétrico, organizado pela AutoData Editora na segunda-feira, 25.

 

"No curto e no médio prazo não vejo grandes mudanças para os concessionários, porque no Brasil o impacto que os elétricos causarão no mercado demorará mais tempo para acontecer. Quando isso acontecer acredito que não teremos apenas um novo modelo de negócios, mas alguns".

 

Para os próximos anos ele acredita que a palavra-chave para a rede, independente de marca, é eficiência: os concessionários precisam aproveitar melhor o espaço físico das lojas, reduzindo o tamanho, para gastar menos com a manutenção do imóvel – uma mudança com relação há alguns anos, quando era comum ver nas grandes cidades alguns pontos de venda com mais de 20 mil m².

 

Tecnologia na rede também é uma novidade que deverá levar mais algum tempo para se tornar comum e trazer impactos para os negócios: "Chegará de maneira gradativa, até porque os concessionários não podem apostar tudo em uma só nova tecnologia, pois o investimento é alto e pode não dar certo".

 

Etanol – Andreta Júnior ressaltou a importância do etanol na redução das emissões de poluentes da frota nacional por ser combustível limpo, com a matéria-prima em abundância no País e que pode ser usado na maioria dos veículos da frota nacional que possuem motor flex:

 

"Se todos os veículos com motor flex circulassem apenas com etanol a redução nas emissões seria muito grande. Para isso acontecer precisamos de algumas mudanças internas, mas seria possível alcançar uma grande redução em pouco tempo".

 

Foto: Rafael Cusato.