Tracker nacional quer o topo do segmento

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Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

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18/03/2020

São Paulo – O presidente da General Motors América do Sul, Carlos Zarlenga, não escondeu a importância e a sua expectativa com o automóvel apresentado na quarta-feira, 18: a terceira geração do SUV Tracker, produzida agora em São Caetano do Sul, SP, é, nas suas palavras, “o mais importante” dos sete lançamentos Chevrolet agendados para 2020.

 

“A Chevrolet é líder em vendas no varejo por sete anos consecutivos e tem os dois modelos mais vendidos do mercado, Onix e Onix Plus. Com o Tracker, um SUV de verdade, miramos ser o número um dos SUVs compactos.”

 

Quis o destino, infelizmente, que imprensa e concessionários não pudessem ter acesso ao veículo: acompanharam a apresentação por meio de transmissão online, justificado cuidado tomado para evitar o alastramento do coronavírus. A reportagem não pode conferir de perto o elogiado motor 1.2 turbo de três cilindros – em vídeo, segundo a GM protagonizado por consumidores que dirigiram o carro sem conhecer as configurações do produto, a força e torque foram amplamente elogiados: “Isso é um 2.0”, disse um dos testadores.

 

O motor Ecotec 1.2 turbo, inédito, alcança 133 cv e oferece baixo consumo de combustível comparado com seus concorrentes, usando como base os números do PBEV, Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro. A linha Tracker oferece ainda o motor Ecotec 1.0 turbo, o mesmo do Onix e Prisma, com 116 cv.

 

Transmissão manual apenas acoplada ao 1.0, R$ 82 mil, que ainda oferece opção LT automática, R$ 89,9 mil – que, segundo Rodrigo Fioco, diretor de marketing de produto, deverá ser a mais vendida no primeiro momento. O 1.2 tem opção apenas automática: 1.2, R$ 90,5 mil, LTZ, R$ 99,9 mil, e Premier, R$ 112 mil.

 

Como na linha Onix o pacote de itens de segurança, conforto e entretenimento é generoso desde a versão de entrada: seis airbags, alerta de ponto cego, wi-fi, My Link, OnStar, sensor de estacionamento com câmaras, partida sem chave, etc. A linha ainda traz carregador de celular por indução e teto panorâmico, dentre outras mumunhas.

 

Segundo Fioco há diferença do Tracker brasileiro, que consumiu quatro anos de desenvolvimento, com relação ao chinês. Por aqui o porta-malas ganhou capacidade 30% superior ao da geração anterior, 393 litros, e ainda pode ser expandido com os bancos rebatidos e um segundo nível, mais profundo. Os motores são exclusivos para a versão brasileira – o Tracker será exportado para outros países da América do Sul, mas o executivo não quis revelar pormenores.

 

Também pouco falou das mudanças na fábrica de São Caetano do Sul, SP: em janeiro a empresa contou que as instalações passaram por reforma em todo o processo produtivo, ganhou novos equipamentos, proporciona melhor condição ergonômica aos trabalhadores e tem novo sistema de transporte automatizado para motor, transmissão, escapamento, eixo e semieixo. O Tracker faz parte da plataforma GEM, Global Emerging Markets, a mesma do Onix e Onix Plus.

 

Mas, segundo a GM, é um SUV de verdade: não foi adaptado do hatch, foi totalmente pensado como um SUV e aprimorado de acordo com o desejo do consumidor brasileiro: “Ouvimos o consumidor, fizemos pesquisas e descobrimos que não havia um SUV que atendesse a todas as exigências do brasileiro. Procuramos colocar um pouco de tudo no Tracker”.

 

A aposta é pescar alguns consumidores de Onix e Prisma, modelos Chevrolet mais vendidos nos últimos anos, e também de outros SUVs. Fioco garantiu que há estoque na rede suficiente para dois meses de venda e, embora não tenha revelado o volume esperado, deixou claro o objetivo: o SUV compacto número 1 do mercado brasileiro.

 

Foto: Divulgação.