São Paulo — A TCP Partners apresentou, na terça-feira, 19, pela internet, suas perspectivas para a macroeconomia brasileira em 2021. No que diz respeito às oportunidades de negócios, considerando fatores financeiros e políticos, a consultoria apontou os setores de agricultura, de mineração e de construção como os mais promissores.
Disse seu economista chefe, Ricardo Jacomassi: "Os acontecimentos mais esperados para o ano são os leilões de ativos públicos, cerca de 54. Destes 22 tratam de aeroportos. Espera-se que os leilões possam movimentar R$ 138 bilhões, o que poderia fazer a economia deixar de andar de lado".
O cenário, de acordo com ele, mostra boas perspectivas para os negócios envolvendo veículos pesados e os fora de estrada, com ampla aplicação nos três setores apontados como pujantes em 2021. O horizonte apresentado pela consultoria é similar ao da Anfavea a respeito de onde virão as oportunidades, com projeção de 13% de crescimento das vendas no 2020-2021 por causa exatamente do agronegócio, da mineração e da construção.
"No caso do agronegócio o que puxará a demanda é a safra maior do que a do último ciclo. No da mineração será o mercado chinês, que surge como o principal e o mais aquecido este ano. A Vale também reativou algumas áreas de exploração e deverá produzir mais. Já a construção tem forte demanda do setor residencial."
O dólar, segundo as projeções da TCP Partners, deverá fechar o ano valendo R$ 5,31, mais caro do que aquele cotado em dezembro de 2019, R$ 5,16. Em 2022 deverá subir para R$ 5,48. Já a inflação, de acordo com o índice IPCA, pode chegar a 4,1% este ano, um pouco menor do que de que a medida em 2020, 4,5%. A taxa Selic, que encerrou 2020 a 2%, deverá chegar a 3,5% este ano e a 4,75% em 2022.
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