São Paulo – Enquanto trabalha nos últimos ajustes para o lançamento do Taos, seu novo SUV para a América do Sul que encerra o ciclo de investimentos iniciado em 2017, a Volkswagen começa a esboçar seu próximo planejamento estratégico para a região. O próprio presidente Pablo Di Si já admitiu que tem um novo plano, pronto, que deverá ser anunciado nos próximos meses.
Na quarta-feira, 17, Alexander Seitz, diretor financeiro global da Volkswagen, disse em apresentação a investidores que a operação brasileira passa por um “ambicioso programa de reestruturação”, que inclui ajuste de capacidade nas fábricas para ter menos turnos, maior localização das peças dos carros da plataforma MQB e “um novo modelo de entrada para a região, o Polo Track”. Disse também que pretende “aproveitar o potencial de exportação para fora da América do Sul”.
O Polo Track não é exatamente uma novidade, embora ainda não tenha sido oficialmente confirmado pela Volkswagen. Em setembro, ao aprovar proposta que abriu PDV na fábrica de Taubaté, SP, o Sindicato dos Metalúrgicos local afirmou que, dentre outros itens, o acordo contemplava a produção do Polo Track ali, única unidade produtiva da região que não recebeu ainda a plataforma MQB.
Disse o sindicato que o Polo Track seria uma versão de entrada do Polo, modelo produzido em São Bernardo do Campo, SP. Mas publicações especializadas já relataram ser uma versão aventureira do hatch, criada para competir com o Fiat Argo Trekking.
O que Seitz deixou transparecer é que trata-se, sim, de um novo modelo de entrada.
O CFO revelou também novidades positivas a respeito da situação financeira da região, que nos últimos meses já deixou de dar prejuízo. Sua expectativa é chegar ao ponto de equilíbrio em 2021, ainda que com volume 30% abaixo dos projetados para a região nos últimos planos estratégicos. “No geral atingir o ponto de equilíbrio nas regiões é um marco importante para a marca Volkswagen no caminho para a competitividade sustentável e a lucratividade.”
A Volkswagen fechou o ano passado com € 71,1 bilhões de faturamento, abaixo dos € 88,4 bilhões de 2019, e 5,3 milhões de veículos vendidos, ante 6,3 milhões um ano antes.
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