São Paulo – Assim como pegou todos de surpresa no Brasil, no começo do ano, a Ford anunciou de forma repentina o fechamento de todas as suas fábricas de veículos na Índia. Em Sanand a montagem de veículos será interrompida até dezembro, e em Chennai, onde são feitos também motores, as linhas pararão no segundo trimestre de 2022.
A produção para o mercado doméstico cessou imediatamente. Os volumes que saírem das duas fábricas até o seu efetivo fechamento atenderão a mercados do Exterior, como a Argentina, que de lá recebe o EcoSport — curiosamente o lançamento de um facelift do SUV estava agendado para as próximas semanas, planos que também foram cancelados.
A companhia alega prejuízo de mais de US$ 2 bilhões na Índia nos últimos dez anos. O mercado indiano será abastecido por veículos Ford importados. A decisão é semelhante à tomada pela direção com relação à operação brasileira: modelos de maior valor agregado, como icônico Mustang, integrarão o portfólio local.
A diferença é que, lá, ainda serão produzidos motores para exportação: quinhentos funcionários permanecerão em Sanand para produzir motores para a picape Ranger, e outros cem trabalhadores permanecerão em trabalhos administrativos. Com o fim da produção de veículos serão cortados cerca de 4 mil empregos.
Seguirá na Índia, também, a unidade Ford Business Solutions. Mais de 11 mil pessoas trabalham nessas áreas, como desenvolvedores de software, cientistas de dados, engenheiros de P&D e profissionais de finanças e contabilidade.
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