Mesmo assim ritmo foi em linha com o praticado em setembro, segundo a Anfavea
São Paulo – Em outubro saíram das linhas de montagem 206 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, segundo divulgou a Anfavea na terça-feira, 8. O volume, em linha com setembro, com 1,8 mil veículos a menos, poderia ter sido maior não fossem fatores como o feriado de 12 de outubro e as manifestações antidemocráticas que ocorreram nas estradas brasileiras após a eleição presidencial, analisou o presidente Márcio de Lima Leite.
Segundo ele houve menor efetivo de trabalhadores nas linhas das montadoras no dia 31, segunda-feira pós-eleição, e peças e componentes também ficaram presos nos bloqueios das rodovias: “A estabilidade da produção se explica por esses fatores. Na média diária a produção cresceu, porque outubro teve um dia a útil menos do que setembro. Não fossem essas dificuldades poderíamos até ter alcançado volume maior”.
Lima Leite calcula que de 6 mil a 9 mil veículos deixaram de ser produzidos, em todo o Brasil, apenas por causa dos atos antidemocráticos, protagonizados por eleitores insatisfeitos pela derrota do seu candidato.
O presidente da Anfavea disse que a crise dos semicondutores continua sendo o maior desafio da indústria, mas a situação está “um pouco menos crítica do que esteve alguns meses atrás”. De acordo com o executivo em outubro houve paradas de produção, não diárias, mas por algumas horas em pelo menos três fábricas.
No acumulado do ano a produção somou 1 milhão 962 mil veículos, crescimento de 7,1% na comparação com o período janeiro-outubro do ano passado.
Os empregos diminuíram um pouco em outubro com relação a setembro, com em torno de 250 postos de trabalho cortados. O saldo no ano, no entanto, é positivo, com 3,2 mil contratações – com relação a outubro do ano passado foram acrescidos 1,7 mil trabalhadores.