Recuperação do mercado argentino teve efeito positivo nos embarques da indústria nacional
São Paulo – As exportações de veículos chegaram a 312,1 mil unidades de janeiro a julho, volume 52,7% maior do que o de igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 7. Representaram 20% da produção, acima dos 14% do mesmo período do ano passado.
Esse incremento foi puxado, principalmente, pela Argentina que recebeu 183,9 mil veículos, alta de 156,5% sobre igual período de 2024, graças ao crescimento do seu mercado interno. O segundo principal mercado foi o México, que recebeu 43,1 mil unidades, mas o volume foi 17,8% menor do que o exportado para o país no ano passado no mesmo período.
Em terceiro lugar ficou a Colômbia, com 25,9 mil unidades, avanço de 40,2% na mesma base comparativa. O presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, chamou um ponto de atenção:
“Temos uma situação delicada por causa do acordo bilateral: ele foi denunciado na Colômbia e temos um prazo até o fim de setembro para negociar esta situação. Nos próximos meses traremos novidades sobre o tema, mas trabalharemos para fortalecer o acordo, assim como com outros países da América Latina”.
Em julho as exportações somaram 47,9 mil unidades, alta de 22,4% sobre julho do ano passado e queda de 5,8% com relação a junho.
Em valores as exportações de veículos chegaram a US$ 8,3 bilhões, volume 43,9% superior ao exportado no período de janeiro a julho do ano passado. Em julho somaram US$ 1,3 bilhão, alta de 35,4% sobre igual mês do ano passado e queda de 2,5% com relação a junho.
Importações
O volume de veículos importados pelo Brasil cresceu 14,5% de janeiro a julho, chegando a 273,7 mil unidades, em linha com as expectativas da Anfavea, de acordo com Calvet. No mês passado foram importados 45,2 mil, incremento de 9,4% sobre julho do ano passado e de 16,9% com relação a junho.
Do total importado no ano 121,5 mil unidades vieram da Argentina, alta de 11%, e 87,9 mil vieram da China, expansão de 41,2%: “Com a Argentina temos um acordo bilateral, vendemos para eles e também compramos, é algo saudável e equilibrado, mas com a China este movimento não existe pois nós apenas importamos”.
Calvet ressaltou que de janeiro a julho os veículos chineses representaram 6% das vendas totais e que o estoque atual de modelos vindo da China segue acima de 100 mil unidades.