O período pós-2011 foi marcado pelo recuo do ápice produtivo da indústria automotiva brasileira, que na década anterior empinara a produção para a casa dos 4 milhões de veículos/ano, mas nos anos seguintes entrou em espiral de baixa, em 2015 desceu abaixo do patamar de 3 milhões/ano para nunca mais voltar a ele, mas sempre acima de 2 milhões/ano. Apesar das curvas de retração e lentas recuperações no período o Brasil nunca deixou a lista dos dez maiores produtores de veículos do mundo.
O período dos últimos treze anos foi marcado por um intenso volume de investimentos, chegada de novos fabricantes, instalação de fábricas e ampliação de já existentes, o que fez a capacidade saltar até estacionar em cerca de 4,5 milhões de veículos/ano. Este movimento foi regulado pela adoção de novas políticas industriais dedicadas ao setor, na sequência de Inovar-Auto, Rota 2030 e o atual Programa Mover, que induziram a evolução tecnológica dos produtos e a nacionalização da produção em troca de incentivos e uma nova onda de protecionismo contra as importações.
O impulso veio da expectativa, depois revertida, de crescimento do mercado doméstico, que sozinho não foi capaz de sustentar toda a expansão dos fabricantes. Ao mesmo tempo as exportações, embora tenham alcançado recorde histórico em 2017, também não chegaram a volumes que pudessem sustentar a produtividade das fábricas. Crises políticas e econômicas provocaram queda expressiva das vendas, seguida por período de lenta recuperação, quebrado pela pandemia de covid, até chegar ao momento atual, de curva lenta do crescimento da produção, que sempre ficou acima de 2 milhões de unidades/ano, mas nunca mais ultrapassou os 3 milhões/ano.
A EXPANSÃO
Esta reportagem foi publicada na edição 423 da revista AutoData, de Julho de 2025. Para ler ela completa clique aqui.
Foto: Divulgação/VW