No dia em que o Complexo Industrial da Nissan em Resende, RJ, completou 11 anos uma festa foi armada em suas linhas. De lá já saíam algumas unidades do principal lançamento da companhia na última década, o novo Nissan Kicks, ainda que em pré-série – e foi em sua passagem pela linha de montagem que boa parte da imprensa especializada pôde ver, pela primeira vez, o SUV de perto.
Não só os jornalistas: naquele 15 de abril o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fez uma visita à unidade industrial inaugurada em 2014. Ele levou uma comitiva de peso à visita: seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, além de mais ministros e deputados.
Foi lá, também, que Lula assinou decretos importantes de regulamentação do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação. Decerto foi um dia que entrou para a história da indústria nacional, não só da Nissan.
A data já era histórica pela celebração do décimo-primeiro aniversário da fábrica brasileira, que marcou o início de uma nova fase no País, em projeto fomentado pelo seu então presidente também histórico, o brasileiro-francês-libanês Carlos Ghosn, hoje baseado em Beirute, Líbano, e sem qualquer envolvimento direto com a companhia que o afastou há sete anos, em trama polêmica e ainda pouco esclarecida.
Parte relevante dos R$ 2,8 bilhões aplicados pela Nissan no Brasil até o fim do ano fiscal, que será encerrado em março do ano que vem, foi destinado a Resende. A fábrica, que nos últimos anos andava às moscas com a produção de um único modelo, o Kicks da antiga geração, agora chamado de Kicks Play, terá três veículos em produção até 2026.
MAIS TRABALHADORES E MÁQUINAS
Esta reportagem foi publicada na edição 423 da revista AutoData, de Julho de 2025. Para ler ela completa clique aqui.
Foto: Divulgação/Presidência da República