Cortar custos fixos e variáveis, reduzir o tamanho da operação: “É voltar para o básico”, disse Christian Meunier, chairman da Nissan Américas, sobre o plano de reestruturação Re:Nissan, anunciado semanas antes de sua viagem ao Brasil, onde participou do lançamento do Novo Kicks, em meados de junho.
Divulgado no fim de maio, após a Nissan reportar prejuízo de R$ 4,5 bilhões no último ano fiscal terminado em março, o Re:Nissan prevê o fechamento de sete fábricas e o corte de 20 mil postos de trabalho ao redor do mundo. Na divisão comandada por Meunier, a Américas, o objetivo é reduzir em US$ 1 bilhão os custos fixos e em outro R$ 1 bilhão os custos variáveis no atual ano fiscal.
O encerramento da operação fabril na Argentina, em fábrica que dividia com a Renault em Córdoba, com a transferência para o México da produção da picape Frontier, e o fechamento do escritório no Rio de Janeiro, RJ, são dois exemplos de cortes de custos fixos na América do Sul. Meunier não entrou em pormenores mas as ações mais robustas deverão ocorrer na América do Norte, onde a operação é maior e existe gordura para ser queimada.
Porque no Brasil, segundo o próprio chairman, a situação é diferente. O investimento de R$ 2,8 bilhões previsto até o fim do atual ano fiscal está confirmado, bem como a produção de dois novos SUVs na fábrica de Resende, RJ – o primeiro deles o Novo Kicks.
“Eu acho que o Brasil terá um papel muito importante e estamos comprometidos com a operação de Resende. O desempenho aqui está bom, no México estamos indo bem e na América do Norte estamos em recuperação.”
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Esta reportagem foi publicada na edição 423 da revista AutoData, de Julho de 2025. Para ler ela completa clique aqui.
Foto: Divulgação/Nissan