São Paulo – Agendada inicialmente para a quinta-feira, 7, foi adiada a reunião do CNPE, Conselho Nacional de Política Energética, do MME, Ministério de Minas e Energia, que ratificaria o aumento da mistura do etanol na gasolina para 32%. Segundo a reportagem apurou a reunião ainda não foi reagendada.
O adiamento agrada à indústria automotiva, que pede mais prazo para mais discussões e que sejam feitos testes de viabilidade do aumento na mistura. Na semana passada Abeifa, Anfavea e Sindipeças encaminharam ofício ao MME pedindo mais tempo para discutir o tema.
Segundo as entidades o aumento da mistura de etanol na gasolina levanta questões técnicas porque parte da frota circulante não foi desenvolvida considerando teores elevados de biocombustível. Embora não seja signatária a Abraciclo também demonstra preocupação, afirmou uma fonte à reportagem.
Os testes foram feitos no passado pelo Instituto Mauá de Tecnologia com o E30, ou seja, 30% de etanol na gasolina, e dão uma margem de erro de 2 pontos porcentuais. Subindo para E32, porém, esta margem de erro também cresce e a indústria alega que com 34% não foram feitos testes.
Na semana passada a decisão foi dada como certa pelo governo. O próprio ministro do MME, Alexandre Silveira, destacou que, com o aumento da proporção de etanol na gasolina, o Brasil passaria a ser autossuficiente no consumo do combustível – calculou em 500 milhões de litros mensais de gasolina que deixariam de ser importados. A medida teria caráter excepcional, com validade de 180 dias, prorrogável por igual período.