Prêmio AutoData 2026 - Conheça os Finalistas

2026

Autodata seleciona os Melhores do Setor Automotivo no Prêmio Autodata 2026 O Prêmio AutoData chega à sua 27ª edição consecutiva em 2026 com novidades importantes em sua estrutura e a ampliação do reconhecimento aos protagonistas da indústria automotiva brasileira. A principal mudança é a criação de quatro categorias dedicadas às Lideranças Empresariais, que passam a integrar a premiação ao lado das tradicionais categorias destinadas às empresas, seus cases e aos veículos que mais se destacaram no período. Criado em 2000, o Prêmio AutoData tornou- -se um dos mais tradicionais reconhecimentos da indústria automotiva brasileira. Ao longo de mais de duas décadas acompanhou diferentes ciclos do setor e destacou empresas, produtos, tecnologias, investimentos e lideranças responsáveis por movimentos relevantes para o desenvolvimento da cadeia automotiva nacional. Sua proposta permanece baseada nos mesmos princípios que orientaram a criação da premiação: independência editorial, critérios técnicos e a identificação dos movimentos que efetivamente contribuem para a evolução da indústria instalada no País. MAIOR ESPAÇO PARA AS LIDERANÇAS A edição 2026 representa uma evolução importante desse conceito. A atualização do regulamento amplia o espaço destinado aos executivos que estão à frente das principais decisões do setor, reconhecendo que estratégias empresariais, investimentos, inovação e transformação tecnológica também são resultado direto da capacidade de liderança. Foram criadas quatro categorias de Lideranças Empresariais, divididas de acordo com os principais segmentos da cadeia: Montadora de Automóveis, Montadora de Veículos Comerciais, Fornecedores e Serviços & Tecnologia. A divisão permite avaliar executivos que atuam em ambientes distintos e enfrentam desafios igualmente particulares. Das decisões

PARA VOTAR ACESSE O QR CODE relacionadas a novos produtos e investimentos industriais à transformação da cadeia de fornecedores, passando por digitalização, novos serviços, conectividade e tecnologias aplicadas à mobilidade, a intenção é identificar os profissionais que tiveram atuação de maior relevância nos últimos doze meses. Os vencedores das quatro categorias estarão automaticamente classificados para disputar a principal distinção individual da premiação, o título de Personalidade do Ano do Prêmio AutoData. A escolha será realizada por comissão julgadora especialmente constituída para esta etapa. Caberá a ela avaliar, dentre os quatro vencedores, qual liderança apresentou contribuição mais relevante para o fortalecimento, a inovação, a competitividade e o desenvolvimento da indústria automotiva brasileira no período. A inclusão das novas categorias não altera a estrutura já consolidada do Prêmio AutoData. Permanecem as sete categorias empresariais e as três destinadas a veículos, responsáveis por reconhecer os principais cases, investimentos, produtos e iniciativas desenvolvidos pelo setor. Nesta edição foram selecionados pela equipe editorial da AutoData 29 empresas e onze executivos finalistas, que agora avançam para a fase decisiva da premiação. PRÊMIO GANHA HOTSITE EXCLUSIVO A edição 2026 também marca uma mudança na forma como leitores e profissionais do setor terão acesso aos conteúdos relacionados ao prêmio. Pela primeira vez a premiação contará com um hotsite exclusivo, criado para reunir em um único ambiente digital todas as informações sobre os finalistas e o processo de escolha. O espaço apresentará o regulamento completo do Prêmio AutoData 2026, os finalistas de cada categoria, os cases selecionados, os critérios utilizados na avaliação e o sistema oficial de votação. Mais do que concentrar informações, o novo ambiente foi desenvolvido para permitir que os leitores conheçam em maior profundidade os projetos que levaram cada empresa ou executivo à fase final. Dessa forma, investimentos, estratégias, tecnologias e resultados que sustentaram as indicações ganham maior visibilidade e podem ser analisados antes da votação. A iniciativa também reforça um dos princípios históricos da premiação: oferecer transparência ao processo de escolha e permitir que a própria comunidade automotiva participe da definição dos destaques do ano. VOTAÇÃO ATÉ 30 DE SETEMBRO A votação será aberta simultaneamente ao lançamento do hotsite oficial do Prêmio AutoData 2026 e permanecerá disponível até 30 de setembro. Com as mudanças, a 27ª edição procura refletir também as transformações pelas quais passa a própria indústria. Em um momento marcado por novos investimentos, eletrificação, digitalização, mudanças na cadeia global de suprimentos, chegada de novos competidores e revisão das estratégias industriais no Brasil, reconhecer empresas e produtos continua sendo essencial. Mas identificar as lideranças responsáveis por conduzir essas transformações tornou-se igualmente relevante. É essa combinação entre empresas, projetos, produtos e pessoas que o Prêmio AutoData 2026 pretende colocar em evidência: os protagonistas das decisões que estão ajudando a definir os próximos movimentos da indústria automotiva brasileira.

4 PRÊMIO AUTODATA 2026 A GWM deu em agosto de 2025 um dos passos mais importantes de sua estratégia no Brasil ao inaugurar, em Iracemápolis, SP, sua primeira fábrica nas Américas e no Hemisfério Sul. Mais do que iniciar a produção local, o movimento marcou a transformação da companhia de importadora em fabricante nacional e colocou o Brasil em posição relevante dentro de seu plano de expansão global. A operação começou com a produção do Haval H6 híbrido, principal produto da marca no mercado brasileiro, e avançou com a incorporação de dois novos modelos ao portfólio nacional: a picape Poer P70 e o SUV Haval H9. Instalada no complexo industrial adquirido pela GWM, a unidade nasceu com capacidade para produzir 50 mil veículos por ano e processos de armação de carroçaria, pintura robotizada e montagem final. O projeto foi estruturado para permitir aumento gradual do conteúdo nacional à medida que a produção ganhasse escala. Um dos pontos centrais da estratégia foi justamente o desenvolvimento da cadeia brasileira de fornecedores. A GWM adotou a importação de componentes peça por peça, em vez de conjuntos pré-montados, criando condições para ampliar progressivamente a participação de fornecedores instalados no País. No início da operação 110 empresas brasileiras já estavam envolvidas no processo de nacionalização e dezoito fornecedores haviam sido cadastrados para atender aos três primeiros Base estratégica para expansão Primeira fábrica da GWM no Hemisfério Sul consolida produção nacional, desenvolve fornecedores locais e prepara operação brasileira para avançar nas exportações modelos produzidos em Iracemápolis. A fábrica iniciou as atividades com cerca de seiscentos trabalhadores e estabeleceu como meta alcançar 1 mil empregos diretos até o fim de 2025. Em uma etapa posterior, com a ampliação da produção e o avanço das exportações, a projeção era chegar a 2 mil postos de trabalho. A escolha do Brasil como base industrial ultrapassa, portanto, o atendimento ao mercado doméstico. Iracemápolis passou a integrar a estratégia internacional da GWM em um momento no qual a companhia busca reduzir sua dependência da produção chinesa e ampliar sua presença industrial em mercados considerados estratégicos. O objetivo global estabelecido pela empresa é produzir fora da China metade dos veículos comercializados mundialmente. Nesse contexto, a operação brasileira assume papel relevante não apenas pelo tamanho do mercado nacional, mas também pelo potencial de transformar o País em plataforma de produção e exportação para outros mercados da região. Com a fábrica de Iracemápolis, a GWM iniciou uma nova fase de sua presença no Brasil: deixou de disputar o mercado exclusivamente com veículos importados e passou a construir uma operação industrial local, com geração de empregos, desenvolvimento de fornecedores e perspectivas de exportação. Um movimento que reforça também a crescente participação das fabricantes chinesas na transformação da indústria automotiva brasileira. MONTADORA DE AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES GWM

5 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Renault Geely promoveu a maior transformação industrial dos últimos quinze anos no complexo de São José dos Pinhais, PR. Com investimento de R$ 3,8 bilhões, a unidade passou por ampla modernização para assumir papel estratégico na nova operação conjunta das duas fabricantes no Brasil e tornou-se a fábrica mais flexível do Grupo Renault no mundo. A transformação foi realizada em pouco mais de trinta dias e mobilizou mais de 2 mil profissionais. Nesse período foram incorporados novos equipamentos, tecnologias e processos industriais, incluindo robôs, veículos autoguiados, os AGVs, e modernizações na área de pintura. O resultado é uma fábrica capaz de trabalhar com quatro plataformas e produzir veículos de duas marcas diferentes. A flexibilidade permitirá ao complexo ajustar volumes e modelos de acordo com a evolução da demanda, característica particularmente importante em um mercado que passa a conviver simultaneamente com diferentes tecnologias de propulsão. A nova configuração industrial está preparada inicialmente para receber dois modelos Renault e dois Geely. Um dos principais marcos dessa estratégia será a nacionalização do Geely EX5 EM-i, SUV híbrido plug-in que se tornará o primeiro veículo da marca produzido no Brasil. A produção está prevista para começar no segundo semestre de 2026 e será realizada de forma completa em São José dos Pinhais. A estratégia não prevê, portanto, apenas a montagem local por meio de sistemas SKD ou CKD, nos quais conjuntos ou veículos parcialmente desmontados são importados para finalização no País. A nacionalização dos componentes deverá avançar gradualmente, acompanhando o desenvolvimento da cadeia de fornecedores e o aumento da escala da operação. O movimento também abre novas oportunidades para fabricantes de autopeças instalados no Brasil participarem dos futuros programas das duas marcas. A transformação continuará em 2027. Para aquele ano está prevista a chegada à linha de produção de mais um modelo eletrificado da Renault e de outro produto Geely, ampliando a utilização das novas plataformas instaladas no complexo. Com os investimentos, São José dos Pinhais assume papel central na estratégia das duas fabricantes para o mercado brasileiro. Além de ampliar a capacidade de produzir veículos com diferentes tecnologias e arquiteturas, a fábrica passa a reunir Renault e Geely dentro de uma mesma estrutura industrial. A modernização coloca, assim, o complexo paranaense no centro da nova fase das duas empresas no País, combinando flexibilidade produtiva, eletrificação e desenvolvimento da cadeia local de fornecedores. A transformação de São José dos Pinhais Investimento de R$ 3,8 bilhões torna complexo paranaense o mais flexível da Renault no mundo e prepara produção de quatro modelos das marcas Renault e Geely Renault Geely MONTADORA DE AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES

6 PRÊMIO AUTODATA 2026 Criada em 2021 a partir da fusão dos grupos FCA e PSA, a Stellantis completou seus primeiros anos de operação com uma trajetória de crescimento na América do Sul. Desde sua formação a companhia comercializou 4,4 milhões de veículos na região, expansão acumulada de 22% que reforçou a importância do mercado sul-americano dentro de sua estratégia global. Um dos principais marcos dessa trajetória foi alcançado em 2025. Pela primeira vez uma fabricante superou a barreira de 1 milhão de veículos comercializados em um único ano na América do Sul. O desempenho foi acompanhado pelo avanço das operações internacionais: mais de 158 mil veículos produzidos na região foram destinados a mercados externos. A escala alcançada resulta da combinação de sete marcas e de uma estrutura industrial distribuída pelo continente, apoiada por um novo e relevante ciclo de investimentos. A Stellantis mantém programa de R$ 32 bilhões destinado à América do Sul, com recursos direcionados à modernização das fábricas, desenvolvimento de tecnologias e renovação de seu portfólio. Até 2030 estão previstos quarenta lançamentos. O ritmo será particularmente intenso em 2026, quando dezesseis novidades deverão chegar ao mercado, demonstrando a estratégia de ampliar a oferta e atender diferentes segmentos e tecnologias de propulsão. Stellantis supera 4,4 milhões de veículos Grupo alcança recorde de 1 milhão de unidades comercializadas em 2025 e mantém programa de R$ 32 bilhões para modernizar fábricas e lançar quarenta veículos até 2030 MONTADORA DE AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES O programa também reforça a posição da América do Sul como centro de desenvolvimento e produção da companhia. Além do mercado interno, a estrutura industrial regional desempenha papel crescente no abastecimento de outros países, movimento evidenciado pelo volume de exportações alcançado em 2025. Fiat chega aos 50 anos A expansão da Stellantis coincide em 2026 com outro marco importante: os cinquenta anos da Fiat no Brasil. Principal marca do grupo em volume na região, ela construiu parte relevante da história da indústria automotiva brasileira desde a inauguração de sua fábrica em Betim, MG, em 1976. Ao longo dessas cinco décadas a Fiat ampliou sua presença industrial, desenvolveu produtos específicos para as características do mercado brasileiro e tornou-se uma das principais marcas em volume do País. O cinquentenário representa, portanto, mais do que uma data comemorativa. A trajetória da Fiat ajuda a explicar a dimensão que a Stellantis possui hoje na América do Sul e sustenta parte importante de sua estratégia para os próximos anos. Com R$ 32 bilhões comprometidos com novos produtos, tecnologia e capacidade industrial, o grupo inicia uma nova etapa de crescimento regional apoiado justamente na combinação entre escala, produção local, exportações e renovação de portfólio. Stellantis

7 PRÊMIO AUTODATA 2026 A microexplosão atmosférica que atingiu a fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz, SP, colocou a operação brasileira diante de uma das mais complexas crises de sua história recente. A resposta ao acidente, porém, transformou o episódio em um caso de gestão de crise, governança e capacidade de mobilização global. Diante da paralisação da unidade, a companhia estabeleceu como prioridade preservar as pessoas e reduzir os impactos sobre toda a cadeia de valor. A estratégia envolveu funcionários, fornecedores, concessionários e clientes e foi mantida mesmo diante dos custos financeiros e logísticos necessários para sustentar a operação enquanto a fábrica permanecesse indisponível. A reação começou praticamente de imediato. Em apenas três dias especialistas japoneses, lideranças globais de manufatura e a equipe brasileira estruturaram um plano para reorganizar o abastecimento e estabelecer alternativas capazes de reduzir os efeitos da interrupção. A estrutura internacional da Toyota teve papel fundamental. Fábricas localizadas no Japão, Turquia e Indonésia foram incorporadas ao novo fluxo de fornecimento, criando uma operação logística emergencial para atender às necessidades da produção brasileira. Ao mesmo tempo a empresa decidiu manter os fornecedores nacionais integrados ao processo. A medida evitou que a paralisação em Porto Feliz provocasse uma interrupção em cadeia, preservanDa crise ao exemplo de governança Após microexplosão paralisar fábrica de motores de Porto Feliz, Toyota reorganiza cadeia global, preserva empregos e fornecedores e prepara unidade mais moderna para 2028 MONTADORA DE AUTOMÓVEIS E COMERCIAIS LEVES do parte importante do ecossistema desenvolvido em torno da operação brasileira. Outro ponto central foi a manutenção dos empregos. Os oitocentos profissionais da unidade tiveram seus postos preservados durante a crise, enquanto a Toyota buscava uma solução provisória para retomar parte das atividades industriais. A alternativa foi a implantação de uma linha temporária para montagem de motores flex em um galpão alugado. A estrutura permitirá manter a operação até que a fábrica original esteja novamente em condições de assumir integralmente sua função dentro do sistema produtivo da companhia. Paralelamente a Toyota iniciou o processo de reconstrução da unidade de Porto Feliz. A previsão é de que a fábrica volte à plena operação em 2028, mas com configuração diferente daquela existente antes do acidente. O projeto prevê uma instalação mais compacta, robotizada e eficiente, aproveitando a necessidade de reconstrução para incorporar novos conceitos de manufatura e elevar a produtividade. A reação ao acidente passou, assim, a representar mais do que a recuperação de uma fábrica. Ao combinar decisões rápidas, integração internacional, preservação de empregos e manutenção da cadeia local, a Toyota demonstrou como estrutura global e governança podem ser utilizadas para administrar uma crise industrial sem abandonar compromissos construídos com funcionários, parceiros e mercado. Toyota

8 PRÊMIO AUTODATA 2026 A DAF Caminhões iniciou uma nova etapa de sua trajetória no Brasil com o anúncio de investimento de R$ 950 milhões até 2029. Os recursos serão destinados à ampliação e modernização da fábrica de Ponta Grossa, PR, preparando a operação para aumentar sua capacidade produtiva e receber um novo modelo. Com o novo ciclo, o volume acumulado de investimentos da companhia no País supera R$ 2,4 bilhões, reforçando a importância adquirida pela operação brasileira dentro da estrutura internacional da fabricante. Inaugurada em 2013, a unidade de Ponta Grossa representou um marco na expansão global da DAF. Foi a primeira fábrica da marca instalada fora da Europa e tornou-se a base de sua estratégia de crescimento no mercado brasileiro e, posteriormente, em outros países da América do Sul. O novo programa de investimentos procura criar as condições industriais necessárias para sustentar uma nova fase dessa expansão. Uma das prioridades será o aumento da capacidade de produção, permitindo à companhia acompanhar a evolução de sua participação no mercado brasileiro de caminhões. A modernização também aproximará ainda mais os processos brasileiros daqueles adotados nas principais operações globais da DAF. O projeto prevê a incorporação de tecnologias semelhantes às utilizadas pela fabricante em sua estrutura R$ 950 milhões e um novo caminhão Programa de investimento da DAF até 2029 modernizará fábrica de Ponta Grossa, elevará capacidade produtiva e reforçará papel da operação brasileira na estratégia da marca para a América do Sul MONTADORA DE VEÍCULOS COMERCIAIS industrial na Bélgica, ampliando os níveis de automação, produtividade e eficiência da unidade paranaense. Parte relevante dos recursos será direcionada à preparação da fábrica para a produção de um novo modelo. A iniciativa ampliará a gama nacional e permitirá à empresa disputar novos espaços no mercado, utilizando a mesma estrutura industrial construída e desenvolvida ao longo de mais de uma década no País. A expansão de Ponta Grossa está ligada também às ambições regionais da companhia. A fábrica brasileira deverá exercer papel cada vez mais importante no abastecimento de outros mercados da América do Sul, combinando aumento de escala com maior integração da operação local à estrutura global da fabricante. Desde sua inauguração a unidade paranaense passou por sucessivas etapas de desenvolvimento, acompanhando o crescimento da marca e a ampliação de seu portfólio no Brasil. O novo aporte representa, nesse sentido, a continuidade de uma estratégia industrial de longo prazo. Ao comprometer mais R$ 950 milhões com sua operação brasileira até 2029, a DAF sinaliza que pretende sustentar seu crescimento não apenas com expansão comercial, mas também com capacidade industrial. A combinação entre modernização, aumento de produção e chegada de um novo produto coloca Ponta Grossa novamente no centro da próxima fase da fabricante na região. DAF

9 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Mercedes-Benz combinou crescimento comercial no Brasil com expansão industrial e maior integração de suas operações na América do Sul. Em um cenário de retração do mercado brasileiro de veículos comerciais, a companhia avançou em praticamente todas as frentes e, paralelamente, inaugurou uma nova fábrica em Zárate, Argentina, ampliando sua capacidade de produção regional. O desempenho brasileiro foi um dos destaques. Enquanto o mercado de caminhões recuou mais de 8% em 2025, a Mercedes-Benz registrou crescimento de 11%, com evolução em todos os segmentos nos quais atua. O resultado permitiu à fabricante ampliar sua presença justamente em um período marcado por maior pressão sobre a demanda. Nos ônibus o desempenho também foi positivo. As vendas da marca avançaram 12% e a Mercedes-Benz alcançou 78% de participação no segmento de urbanos e 51% entre os rodoviários, reforçando sua posição em um mercado historicamente estratégico para a operação brasileira. Ao avanço comercial somou-se uma nova etapa da estratégia industrial regional. A companhia inaugurou uma fábrica em Zárate, na Argentina, resultado de investimento de US$ 110 milhões e concebida para trabalhar de forma integrada à estrutura produtiva brasileira. Com capacidade para produzir 10 mil veículos por ano, a nova unidade reúne a fabricação Retração de mercado? Não para a Mercedes-Benz Marca avança em caminhões e ônibus mesmo diante da retração do mercado e investe US$ 110 milhões em nova fábrica na Argentina com vocação para exportação MONTADORA DE VEÍCULOS COMERCIAIS dos caminhões Accelo e Atego e dos chassis de ônibus das famílias OF e OH. A operação amplia a flexibilidade industrial da companhia na região e cria novas possibilidades para distribuição da produção entre Brasil e Argentina. A localização também desempenha papel importante no projeto. Instalada próxima ao porto, a fábrica argentina nasceu com vocação exportadora, permitindo à Mercedes-Benz utilizar a América do Sul como plataforma para alcançar mercados além das fronteiras regionais. A estratégia contempla a abertura de oportunidades comerciais inclusive em países da África e da Ásia, ampliando o alcance dos veículos produzidos na região e fortalecendo a inserção internacional da operação sul-americana. A nova estrutura estabelece, assim, uma complementaridade maior entre as operações brasileira e argentina. Enquanto o Brasil permanece como principal centro industrial e comercial da Mercedes-Benz na região, Zárate acrescenta capacidade produtiva e uma localização estratégica para exportações. Ao combinar crescimento acima do mercado brasileiro, liderança em segmentos importantes de ônibus e expansão da estrutura produtiva na Argentina, a Mercedes-Benz reforça sua aposta de longo prazo na América do Sul. Mais do que ampliar capacidade, o movimento busca transformar a região em uma plataforma industrial cada vez mais integrada e conectada aos mercados globais. Mercedes-Benz

10 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Volkswagen Caminhões e Ônibus chegou aos 45 anos em 2026 consolidada como uma das principais fabricantes de veículos comerciais do Brasil. Construída a partir da engenharia nacional, sua trajetória combina expansão industrial, desenvolvimento de produtos específicos para o mercado brasileiro e crescente presença internacional. A história começou em 10 de março de 1981, quando os primeiros caminhões Volkswagen, os modelos 11.130 e 13.130, deixaram a linha de montagem em São Bernardo do Campo, SP. A partir daqueles dois produtos pioneiros, a fabricante iniciou um processo de expansão que resultaria em um amplo portfólio de caminhões e ônibus destinado a diferentes aplicações do transporte de cargas e passageiros. Ao longo das quatro décadas e meia seguintes a empresa acumulou marcos importantes. Um deles foi a criação da família Volksbus, que ampliou sua atuação no transporte de passageiros e tornou- -se parte relevante da estratégia da marca tanto no mercado brasileiro quanto nas exportações. Outro elemento central foi o desenvolvimento de veículos projetados a partir das características de operação do Brasil. A engenharia nacional ganhou protagonismo na criação de soluções adequadas às condições de rodagem, às necessidades dos transportadores e às particularidades da logística brasileira. Os números ajudam a dimensionar essa trajetória. Mais de 1 milhão e 250 mil veículos da marca VWCO completa 45 anos Com mais de 1,25 milhão de veículos em circulação no Brasil e 196 mil unidades exportadas, fabricante celebra trajetória baseada em engenharia nacional e prepara portfólio para as novas demandas do transporte MONTADORA DE VEÍCULOS COMERCIAIS estão em circulação no Brasil, demonstrando a escala alcançada ao longo dos 45 anos. No mercado internacional a VWCO acumula mais de 196 mil unidades exportadas, ampliando a presença dos produtos desenvolvidos no País em diferentes regiões. A internacionalização tornou-se, assim, um dos pilares do crescimento da companhia, transformando a operação brasileira também em plataforma para abastecimento de outros mercados. Ao completar 45 anos, entretanto, a VWCO direciona seu olhar para uma nova etapa. Se as primeiras décadas foram marcadas pela construção de escala, diversificação do portfólio e expansão internacional, os próximos anos deverão ser pautados principalmente pelos desafios impostos pela transformação tecnológica do transporte. Com engenharia 100% nacional, a companhia concentra esforços em descarbonização, eficiência energética e sustentabilidade. O objetivo é preparar produtos e processos industriais para um cenário no qual redução de emissões e custo operacional ganharão importância crescente nas decisões de transportadores e operadores de passageiros. O aniversário representa, portanto, mais do que a celebração de uma trajetória industrial. Ao completar 45 anos a VWCO procura utilizar a experiência acumulada e sua capacidade local de engenharia para enfrentar uma nova transformação do setor de veículos comerciais, mantendo o Brasil no centro do desenvolvimento de suas próximas soluções. VWCO

11 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Volvo reafirmou sua estratégia de longo prazo para o Brasil ao anunciar o maior ciclo de investimentos de sua história no País. Até 2028 serão aplicados R$ 2,5 bilhões no desenvolvimento de produtos e tecnologias voltados à descarbonização, na modernização da fábrica de Curitiba, PR, e no fortalecimento da rede de concessionárias. O montante supera em R$ 1 bilhão o programa anterior e ganha relevância pelo momento em que foi anunciado. A decisão ocorre em um cenário de retração do mercado brasileiro de caminhões, demonstrando que a companhia procura separar seus planos estruturais das oscilações conjunturais da demanda. O Brasil ocupa posição estratégica dentro dessa visão. Segundo maior mercado da Volvo em volume no mundo, o País representa uma das principais operações da fabricante e exerce papel importante tanto na estrutura industrial quanto no desenvolvimento de soluções adaptadas às características do transporte comercial brasileiro. Parte relevante dos novos recursos será direcionada justamente à preparação da operação para a transição energética. A Volvo trabalha com diferentes rotas tecnológicas para reduzir as emissões do transporte pesado, reconhecendo que aplicações, infraestrutura e características operacionais distintas exigirão soluções igualmente diversas. Nesse contexto, eletrificação, biocombustíveis e células de combustível fazem parte dos caminhos Volvo: maior investimento de sua história Programa de R$ 2,5 bilhões até 2028 será destinado à descarbonização, modernização da fábrica de Curitiba e desenvolvimento da rede de concessionárias MONTADORA DE VEÍCULOS COMERCIAIS estudados pela companhia. Em vez de concentrar sua estratégia em uma única tecnologia, a fabricante busca desenvolver alternativas capazes de atender às diferentes demandas do transporte de cargas e passageiros. A fábrica de Curitiba também terá papel central no novo ciclo. Os investimentos em modernização deverão aumentar sua eficiência e prepará- -la para acompanhar a evolução tecnológica dos produtos, preservando a relevância da unidade brasileira dentro da estrutura industrial global da Volvo. Outro eixo do programa será a rede de concessionárias. A transformação dos veículos comerciais exigirá também novas competências em vendas, serviços, manutenção e suporte aos clientes, especialmente à medida que novas tecnologias de propulsão forem incorporadas às frotas. O investimento de R$ 2,5 bilhões combina, portanto, desenvolvimento de produtos, capacidade industrial e estrutura de atendimento. Mais do que responder às necessidades atuais do mercado, o objetivo é preparar toda a operação para mudanças que deverão ganhar velocidade nos próximos anos. Ao ampliar seus aportes justamente durante um período de menor demanda por caminhões, a Volvo reforça a natureza de longo prazo de sua estratégia brasileira. O novo ciclo fortalece a estrutura construída no País e mantém o Brasil no centro dos planos globais da companhia para a transformação do transporte comercial. Volvo

12 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Bosch ampliou sua aposta no Brasil com um novo ciclo de investimentos de R$ 1 bilhão destinado a pesquisa e desenvolvimento, nacionalização de tecnologias e formação de profissionais especializados em áreas digitais. O programa reforça o papel da operação brasileira dentro da estratégia da companhia para a América Latina e também como centro de desenvolvimento de soluções para outros mercados. O Brasil responde por 80% dos R$ 11,6 bilhões de faturamento da Bosch na América Latina, participação que ajuda a explicar a dimensão dos novos aportes. Mais do que ampliar capacidade industrial, a estratégia busca aumentar o conteúdo tecnológico desenvolvido e produzido localmente. Entre os projetos está o desenvolvimento de motores híbridos flex destinados a aplicações agrícolas e de mineração. A iniciativa leva a eletrificação para segmentos nos quais as características da operação brasileira exigem soluções específicas e reforça a utilização dos biocombustíveis como uma das alternativas para redução das emissões. Outro avanço será o desenvolvimento da primeira VCU, unidade de controle veicular, para veículos híbridos flex no País. O componente exerce papel central no gerenciamento dos diferentes sistemas de propulsão e representa uma etapa importante na nacionalização das tecnologias utilizadas pelos novos veículos eletrificados. O programa contempla ainda a produção de motores elétricos de alta voltagem destinados a veículos comerciais e a ampliação da capacidade de Bosch investe R$ 1 bilhão em novas tecnologias Recursos serão destinados a pesquisa e desenvolvimento, nacionalização de componentes, eletrificação e expansão do hub digital brasileiro, terceiro maior da companhia no mundo FORNECEDOR DE AUTOPEÇAS, SISTEMAS E COMPONENTES fabricação de ECUs, unidades eletrônicas de controle cada vez mais relevantes com o aumento da digitalização dos automóveis. A localização de componentes forma outro eixo da estratégia. A Bosch pretende aproveitar o novo ciclo de investimentos das fabricantes chinesas no Brasil para nacionalizar tecnologias que já fornece globalmente a essas companhias. Com o início da produção local de novos modelos, o objetivo é transformar componentes atualmente importados em conteúdo brasileiro. O movimento amplia as oportunidades para integrar a operação nacional aos novos projetos da indústria automotiva e elevar o valor agregado da produção realizada no País. Além da manufatura, a Bosch direcionará recursos para competências digitais. O hub brasileiro já é o terceiro maior da companhia no mundo e deverá continuar crescendo, com a meta de alcançar 1,3 mil profissionais. A expansão dessa estrutura permitirá aumentar o desenvolvimento local de software e outras soluções digitais, competências que ganham importância com a transformação tecnológica dos veículos e dos processos industriais. Com o novo aporte de R$ 1 bilhão, a Bosch procura, assim, fortalecer simultaneamente engenharia, produção e conhecimento. A estratégia consolida o Brasil não apenas como seu principal mercado latino- -americano, mas como centro de desenvolvimento, nacionalização e exportação de tecnologias para a mobilidade e outros setores industriais. Bosch

13 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Frasle Mobility encerrou 2025 com receita líquida recorde de R$ 5,5 bilhões, crescimento de 38,5% na comparação com o ano anterior. O resultado ganhou relevância por ter sido alcançado em um ambiente de retração da demanda por componentes destinados a veículos comerciais em dois mercados importantes para a companhia: Brasil e Estados Unidos. O desempenho confirmou a importância da estratégia de diversificação construída nos últimos anos. A maior presença internacional, a força das operações no mercado de reposição e a integração da mexicana Dacomsa, adquirida no início de 2025, contribuíram para reduzir a exposição da companhia às oscilações de segmentos ou mercados específicos. Os resultados também avançaram em rentabilidade. O EBITDA ajustado atingiu R$ 975,1 milhões, expansão de 33,8% sobre 2024, com margem de 17,8%. Os números demonstram que o crescimento de receita foi acompanhado pela capacidade de geração de resultados mesmo durante um período de integração de novas operações. A internacionalização teve participação importante nesse movimento. As receitas obtidas fora do Brasil cresceram 79,5% e chegaram a US$ 520,1 milhões. A evolução reforçou o perfil global da Frasle Mobility e ampliou o equilíbrio entre suas diferentes geografias de atuação. Frasle Mobility alcança receita recorde Companhia fatura R$ 5,5 bilhões em 2025, amplia receitas externas em quase 80% e reduz alavancagem mesmo diante da retração de mercados importantes FORNECEDOR DE AUTOPEÇAS, SISTEMAS E COMPONENTES A aquisição da Dacomsa representou um dos principais movimentos dessa estratégia. Além de ampliar a presença da companhia no México, a operação adicionou novos produtos, canais de distribuição e acesso ao mercado de reposição, fortalecendo a atuação da Frasle Mobility na América do Norte. O crescimento por aquisições foi acompanhado por atenção à estrutura financeira. Depois de alcançar alavancagem líquida de 2,6 vezes no primeiro trimestre, a companhia encerrou 2025 com índice de 1,5 vez. A redução foi apoiada por operações realizadas no mercado de capitais e permitiu recompor o equilíbrio financeiro ao longo do mesmo exercício em que a empresa absorveu uma aquisição relevante. Ao mesmo tempo a Frasle Mobility manteve seus planos de expansão. Os investimentos globais alcançaram R$ 190,5 milhões em 2025, aumento de 14,9% sobre o ano anterior, com recursos destinados ao desenvolvimento das diferentes operações da companhia. Os resultados do período evidenciam uma estratégia apoiada em três pilares: diversificação, internacionalização e disciplina financeira. Ao combinar receita e EBITDA recordes com redução da alavancagem e aumento dos investimentos, a Frasle Mobility encerrou 2025 mais internacionalizada e menos dependente do comportamento de um único mercado, criando uma base mais equilibrada para sustentar seus próximos ciclos de crescimento. Frasle Mobility

14 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Gestamp ampliou sua estrutura industrial no Brasil com investimento de R$ 200 milhões na construção de uma nova fábrica em Piracicaba, SP. O empreendimento, oitavo da companhia no País, reforça a estratégia de crescimento da fornecedora e incorpora uma tecnologia inédita em suas operações no Mercosul: o uso de forno elétrico no processo de hot stamping, ou estampagem a quente. Instalada em terreno de 111 mil m², a fábrica iniciou as atividades com 16,5 mil m² de área construída. O projeto, no entanto, já contempla futuras etapas de crescimento e permite ampliar essa estrutura para 40 mil m², acompanhando a conquista de novos contratos e a evolução da demanda. A localização está diretamente relacionada à estratégia comercial. A unidade foi concebida inicialmente para atender à fábrica da Hyundai instalada em Piracicaba, criando maior proximidade entre fornecedor e cliente e contribuindo para a nacionalização da cadeia. A Gestamp pretende, porém, utilizar a nova capacidade para conquistar programas de outras fabricantes. O principal diferencial tecnológico está na estampagem a quente. Piracicaba recebeu o primeiro forno elétrico da Gestamp no Mercosul dedicado a esse processo, utilizado na fabricação de componentes estruturais de alta resistência. A tecnologia permite produzir peças capazes de combinar maior rigidez com menor utilização de material. Na prática, os componentes podem apresentar redução de peso de aproximadamenGestamp estreia hot stamping elétrico Oitava unidade da companhia no Brasil nasce para atender à Hyundai e buscar novos clientes, com tecnologia que combina redução de peso, segurança e menor impacto ambiental FORNECEDOR DE AUTOPEÇAS, SISTEMAS E COMPONENTES te 20%, mantendo os requisitos de resistência e segurança necessários às estruturas dos veículos. A diminuição de massa também contribui para a eficiência energética. Veículos mais leves demandam menos energia para se movimentar, característica relevante tanto para modelos a combustão quanto para híbridos e elétricos, nos quais a redução de peso pode contribuir para ampliar a autonomia. Outro diferencial do projeto está na sustentabilidade da operação. A nova unidade utiliza energia 100% renovável e combina a eletrificação de processos industriais com a produção nacionalizada, reduzindo impactos associados tanto à manufatura quanto à logística de componentes. A fábrica iniciou as atividades com cinquenta profissionais, mas foi dimensionada para acompanhar a expansão dos negócios. A expectativa da Gestamp é chegar a até trezentos trabalhadores em 2028. O investimento de R$ 200 milhões representa, portanto, mais do que a ampliação da capacidade produtiva da companhia no Brasil. Ao reunir proximidade com clientes, nacionalização, possibilidade de expansão e uma tecnologia inédita em sua estrutura regional, a Gestamp posiciona Piracicaba como referência para seus próximos projetos. A nova fábrica estabelece, assim, uma base para outra etapa de crescimento da fornecedora no País, apoiada na combinação entre inovação industrial, eficiência energética, segurança e sustentabilidade. Gestamp

15 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Phinia ampliou o protagonismo tecnológico de sua operação brasileira ao inaugurar na fábrica de Piracicaba, SP, uma linha dedicada à produção de injetores Delphi GDi capazes de trabalhar com pressões de até 350 bar. Com o projeto, a unidade tornou-se a única no Brasil a fabricar o componente e passou a integrar uma estrutura global de produção que inclui operações no México, China e Romênia. O investimento representa uma nova etapa na nacionalização de tecnologias de maior valor agregado para a indústria automotiva. Até então os injetores utilizados nas aplicações atendidas pela companhia na região eram importados do México. A produção em Piracicaba reduz essa dependência e aproxima a fabricação do componente das montadoras instaladas na América do Sul. A decisão ocorre em um momento de transformação dos sistemas de propulsão. Com exigências cada vez maiores de eficiência energética e redução de emissões, tecnologias capazes de aperfeiçoar o processo de combustão ganham importância, inclusive como parte das novas arquiteturas híbridas que começam a avançar no mercado brasileiro. Os injetores GDi, sigla em inglês para injeção direta de gasolina, desempenham papel relevante nesse processo. Ao operar com pressões de até 350 bar, o sistema permite maior precisão na pulverização do combustível diretamente na câmara de combustão. Esse controle mais preciso favorece a eficiência da queima e contribui para melhorar o aproveitaPhinia amplia papel global de Piracicaba Nova linha transforma fábrica brasileira na única do País a produzir componente de alta pressão e integra operação à rede mundial de produção da tecnologia Delphi FORNECEDOR DE AUTOPEÇAS, SISTEMAS E COMPONENTES mento energético do motor, característica importante diante das novas metas de consumo e emissões estabelecidas para os veículos. A nacionalização também amplia a capacidade da Phinia de responder às necessidades específicas do mercado regional. Ao produzir o componente no Brasil, a companhia ganha maior proximidade com seus clientes e reduz a exposição a fluxos logísticos internacionais. O projeto reforça ainda a inserção da engenharia e da manufatura brasileiras na estrutura mundial da companhia. Piracicaba deixa de atuar apenas como uma unidade destinada ao atendimento regional e passa a compartilhar uma tecnologia produzida em poucos polos industriais da Phinia no mundo. A iniciativa está alinhada ao processo de transformação da indústria brasileira, que busca ampliar o conteúdo local justamente em componentes de maior complexidade tecnológica. Com a expansão das motorizações híbridas e a busca por maior eficiência dos motores a combustão, sistemas de injeção de alta pressão deverão assumir papel crescente. Ao nacionalizar os injetores Delphi GDi de 350 bar, portanto, a Phinia combina substituição de importações, desenvolvimento tecnológico e maior integração global. O movimento fortalece a competitividade da cadeia automotiva brasileira e consolida Piracicaba como um dos polos estratégicos da companhia para tecnologias de sistemas de propulsão. Phinia

16 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Cummins ampliou sua atuação no Brasil com uma estratégia baseada em três pilares: desenvolvimento de engenharia local, nacionalização de componentes e entrada em novas aplicações. Projetos destinados ao agronegócio, transporte urbano e caminhões pesados demonstram a intenção da companhia de aproveitar competências desenvolvidas no País para diversificar mercados e ampliar o conteúdo tecnológico de sua produção. Uma das principais novidades está no agronegócio. Em parceria com a XCMG, a Cummins desenvolveu no Brasil seu primeiro projeto destinado a tratores, utilizando o motor F4.5. A iniciativa abre uma nova frente para a companhia em um dos segmentos mais relevantes da economia brasileira e amplia sua participação no mercado de máquinas agrícolas. Também nesse movimento, a produção do motor QSF 2.8 na fábrica de Guarulhos, SP, marcou a entrada da Cummins na faixa de potência de 49 cv a 74 cv. A nacionalização permite atender aplicações de menor porte e amplia as possibilidades comerciais da unidade brasileira. Outra frente está relacionada à descarbonização do transporte coletivo. A empresa avançou na validação do B6.7N, motor de até 7 litros desenvolvido para operar com gás natural e biometano. A tecnologia oferece uma alternativa para redução de emissões no transporte urbano e ganha relevância diante da disponibilidade brasileira de Aposta pesada na nacionalização Projetos para agronegócio, ônibus a gás e caminhões pesados diversificam atuação da companhia e aumentam conteúdo tecnológico produzido localmente PRÊMIO AUTODATA 2026 – FORNECEDOR DE POWERTRAIN biometano. O combustível renovável pode aproveitar a infraestrutura e a tecnologia dos motores a gás ao mesmo tempo em que contribui para reduzir a pegada de carbono das operações. A estratégia de nacionalização chega também ao transporte rodoviário pesado. A Cummins prepara a produção do eixo tandem MT17XHE em Osasco, SP, destinado principalmente a caminhões 6×4 utilizados em operações de longa distância. O projeto está em processo de validação pela engenharia brasileira e prevê aumento progressivo do conteúdo produzido localmente. A expectativa é atingir índice de nacionalização entre 40% e 50% até 2030. A fabricação do componente no País reduz a dependência de importações e acrescenta à operação brasileira uma tecnologia voltada a um dos segmentos de maior exigência do transporte rodoviário. Os três projetos representam aplicações distintas, mas seguem uma mesma lógica estratégica. Em vez de concentrar sua expansão apenas em volumes maiores nos mercados tradicionais, a Cummins utiliza engenharia e manufatura locais para abrir novas oportunidades. Ao avançar simultaneamente no agronegócio, em combustíveis alternativos para ônibus e na nacionalização de componentes para caminhões pesados, a companhia fortalece a engenharia brasileira e amplia a participação do País no desenvolvimento e na produção de tecnologias de maior valor agregado. Cummins

17 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Horse Powertrain concluirá em outubro de 2026 um ciclo de investimentos de R$ 300 milhões em sua operação brasileira, reforçando o papel da fábrica de São José dos Pinhais, PR, como uma de suas principais bases industriais e de desenvolvimento tecnológico no mundo. Do total investido, R$ 200 milhões foram destinados à implantação de uma nova linha de fundição de alumínio por gravidade. A tecnologia passa a trabalhar de forma complementar aos processos de fundição de alta e baixa pressão já existentes no complexo paranaense. Com as três tecnologias reunidas em uma mesma operação, São José dos Pinhais assume uma condição única dentro da estrutura industrial global da Horse. A maior flexibilidade permite utilizar diferentes processos de acordo com as características e exigências de cada componente produzido. Os outros R$ 100 milhões foram direcionados ao desenvolvimento de novos produtos e à ampliação das competências locais de engenharia. A estratégia demonstra que o papel da unidade brasileira vai além da manufatura e inclui participação crescente na criação das futuras tecnologias de propulsão da companhia. Com capacidade para produzir 600 mil motores por ano, a operação brasileira abriga um dos cinco centros globais de pesquisa e desenvolvimento da Horse. Cerca de 270 profissionais trabalham na estrutura, desenvolvendo soluções para aplicações globais. Polo global de tecnologia Fábrica de São José dos Pinhais da Horse ganha processo de fundição único no grupo enquanto engenharia brasileira avança em híbridos, etanol, range extenders e inteligência artificial PRÊMIO AUTODATA 2026 – FORNECEDOR DE POWERTRAIN Uma das principais competências está nos motores flex, tecnologia particularmente relevante diante da disponibilidade e da experiência brasileira com etanol. A engenharia local também atua no desenvolvimento de propulsores turbo com injeção direta e sistemas híbridos. Outra frente envolve soluções para range extenders, nas quais um motor a combustão atua na geração de energia para ampliar a autonomia de veículos eletrificados. A tecnologia surge como uma das alternativas consideradas pela indústria durante a transição para sistemas de propulsão de menor emissão. O etanol também ocupa espaço estratégico nas pesquisas conduzidas no País. A combinação do combustível renovável com eletrificação cria possibilidades para arquiteturas híbridas adaptadas às características da matriz energética brasileira e com potencial de aplicação internacional. A transformação tecnológica chega ainda aos próprios processos de engenharia. A equipe brasileira desenvolve projetos de inteligência artificial destinados a reduzir tempo e custos envolvidos na criação e validação de novos produtos. O ciclo de R$ 300 milhões combina, portanto, modernização industrial e fortalecimento da capacidade de desenvolvimento. Ao reunir produção em grande escala, três processos distintos de fundição e um dos principais centros globais de P&D da companhia, a Horse consolida São José dos Pinhais como polo estratégico para o desenvolvimento das próximas gerações de sistemas de propulsão. Horse

18 PRÊMIO AUTODATA 2026 A Suspensys, empresa da Randoncorp, deu um dos passos mais relevantes de sua estratégia de expansão no mercado OEM ao conquistar contrato de longo prazo com a Mercedes-Benz para o fornecimento de eixos dianteiros destinados a caminhões. Estimado em R$ 7 bilhões ao longo de dez anos, o acordo amplia a presença da companhia como fornecedora direta das fabricantes de veículos comerciais. O projeto acrescenta uma nova linha de produtos ao relacionamento já estabelecido com as montadoras e aumenta a participação da Suspensys em componentes de maior valor agregado. O contrato também representa avanço importante na estratégia da Randoncorp de diversificar receitas e ampliar sua atuação dentro da cadeia automotiva. O movimento é resultado de uma transformação construída nos últimos anos. A companhia investiu cerca de R$ 350 milhões em suas operações de Mogi Guaçu, SP, preparando a estrutura industrial para assumir novos projetos e ampliar sua capacidade de fornecimento para clientes OEM. A expansão também tem reflexos no quadro de pessoal. A previsão é de que a operação supere 450 colaboradores até o fim de 2026, acompanhando o crescimento das atividades e as novas demandas geradas pelos contratos conquistados. Mais do que ampliar volumes, a estratégia busca aumentar a integração entre diferentes competências existentes dentro da Randoncorp. O projeto envolve conhecimentos desenvolvidos Contrato bilionário Empresa da Randoncorp, a Suspensys fornecerá eixos dianteiros para caminhões Mercedes-Benz por dez anos, reforçando estratégia de avançar como fornecedor direto das montadoras FORNECEDOR DE POWERTRAIN pela Suspensys e cria oportunidades de sinergia com outras empresas do grupo, dentre elas Master, Castertech e Jost. Essa combinação permite à Randoncorp avançar de uma atuação concentrada em componentes específicos para uma oferta cada vez mais integrada de sistemas destinados às fabricantes de veículos comerciais. A capacidade de desenvolver, industrializar e fornecer conjuntos de maior complexidade passa a exercer papel central nessa estratégia. O contrato com a Mercedes-Benz também amplia a previsibilidade da operação. Por envolver horizonte de dez anos, o acordo cria uma base de receitas de longo prazo e oferece condições para planejamento de investimentos, capacidade produtiva e desenvolvimento tecnológico. A conquista ocorre em um momento no qual fornecedores buscam assumir participação maior no desenvolvimento dos veículos e aumentar o valor agregado de seus produtos. Nesse cenário, contratos de fornecimento direto tornam-se estratégicos para fortalecer o relacionamento com as montadoras. Com o novo projeto, a Suspensys amplia sua relevância no mercado OEM enquanto a Randoncorp avança em seu processo de diversificação. A combinação de investimento industrial, integração entre empresas do grupo e contratos de longo prazo fortalece sua posição como fornecedora de sistemas e componentes para a indústria de veículos comerciais. Suspensys

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