São Paulo – Pelo quinto ano consecutivo a Fiat foi a líder em vendas do mercado brasileiro. Ainda que o desempenho tenha sido na média do mercado, com 2,4% de crescimento do segmento leve e manutenção de 20,9% de participação, a marca, sem grandes lançamentos, manteve o primeiro posto, reconquistado em 2021 após uma sequência de cinco anos de liderança da Chevrolet.
O lançamento do Tera impulsionou o desempenho da Volkswagen, vice-líder com 17,1% de participação e 9% de aumento nas vendas com relação a 2024. Em contrapartida a Chevrolet, terceira colocada, registrou recuo de 12,4% nas vendas.
O destaque positivo do Top 10 foi da BYD, que fechou o ano com impressionantes 46,9% de crescimento e 4,4% de participação, subindo 1,3 ponto porcentual. Superou Honda e Nissan e alcançou a oitava posição do ranking. Em dezembro a marca foi a quinta mais vendida, à frente de Jeep, Renault e Toyota.
A Toyota fechou o ano com 16,3% de queda nas vendas prejudicada pela tragédia na fábrica de Porto Feliz, SP, que interrompeu a produção de veículos em Indaiatuba e Sorocaba, SP, por algumas semanas. Como trabalha com nível baixo de estoque, faltaram carros nas últimas semanas do ano e o desempenho foi pior.
A Nissan foi outro destaque negativo, com queda de 11% nas vendas mas promessa de recuperação em 2026, com o Novo Kicks e o Kait disponível aos consumidores nos doze meses do ano.
São Paulo – A SKF divulgou que Gabriel Godoy é o seu novo gerente nacional de vendas para o aftermarket automotivo. Ele se reportará ao diretor Elias Maluly.
Antes de ingressar na SKF Godoy trabalhou por quase catorze anos na Valeo, tendo como último cargo supervisor de vendas regional. Graduado em engenharia elétrica pela PUC Campinas o executivo também é pós-graduado em administração e tem MBA em gestão comercial, ambos pela FGV.
São Paulo – O ministro Édson Fachin, do STF, Supremo Tribunal Federal, encaminhou a ADPF, arguição de descumprimento de preceito fundamental, que questiona a Lei Renato Ferrari ao plenário do órgão, que agendou para 4 de março a apreciação e votação do tema.
Criada em 1979 a lei 6 729, depois alterada em 1990 pela lei 8 132, a Lei Renato Ferrari regulamenta as relações comerciais das montadoras com as concessionárias. Proposta pela PGR, Procuradoria Geral da República, a ADPF 1 106 questiona alguns preceitos, como a cláusula de exclusividade, os limites territoriais e a manutenção de estoque.
Os procuradores autores da peça enxergam que “a política industrial e comercial automotiva implementada pela lei intervém indevidamente na economia e viola princípios constitucionais como o da livre concorrência, da defesa do consumidor e da repressão ao abuso de poder econômico”.
Protocolado em 2023 o processo incluiu interessados como amicus curiae, ou amigos da corte, Anfavea, Fenabrave, Sindirepa e Conarem. Durante sua tramitação consideraram o pedido improcedente a Presidência da República, a AGU e o Senado. A Câmara dos Deputados manifestou-se de forma semelhante.
A própria PGR, em parecer assinado pelo procurador Paulo Gonet, mudou sua visão e passou a considerar o pedido improcedente. Desta forma a expectativa de fontes do setor de distribuição ouvidas pela Agência AutoData é a de que os ministros decidam a favor da lei, como esperam Anfavea e Fenabrave, em tese os dois maiores interessados.
Com investimento próprio de R$ 400 milhões para readequar o espaço da fábrica que foi da Ford/Troller, em Horizonte, CE, a Comexport inaugurou um novo polo de produção de veículos no Ceará, denominado Pace, Planta Automotiva do Ceará. O primeiro modelo a entrar na linha de montagem é um GM que vem da China, o SUV compacto elétrico Chevrolet Spark EUV, que chega importado já semimontado, produzido lá pela sociedade que a General Motors mantém com a Saic.
“Esta é a terceira fábrica reinaugurada neste governo”, comemorou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, relembrando da GWM, em Iracemápolis, SP, que comprou a planta da Mercedes-Benz, e da BYD em Camaçari, BA, no espaço ocupado por vinte anos pela Ford.
Acompanhado por seu vice e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e do governador do Ceará, Elmano de Freitas, com sua presença Lula conferiu à pequena linha de montagem de partes importadas importância tão grande quanto à inauguração de uma grande fábrica: “O programa Mover e o Nova Indústria Brasil são um sucesso porque oferecem condições para a retomada da indústria e dos investimentos. Assim temos a volta dos trabalhadores a estas fábricas que estavam paradas”.
A Comexport promete que a Pace será mais do que uma linha de montagem de itens importados. De acordo com Rodrigo Teixeira, vice-presidente da empresa especializada em operações de comércio exterior, já em 2026 os modelos montados no Ceará terão 35% de peças nacionais: “Estamos instalando um parque de fornecedores ao lado da fábrica”.
MAIS INVESTIMENTOS
Esta reportagem foi publicada na edição 428 da revista AutoData, de Dezembro de 2025. Para lê-la completa clique aqui.
Foto: Divulgação/Presidência da República/Ricardo Stuckert
São Paulo – Durante o ano passado foram emplacados 28,8 mil ônibus, avanço de 4,2% com relação ao volume vendido em 2024, 27,6 mil unidades. É o que aponta balanço divulgado pela Fenabrave durante entrevista coletiva de imprensa na terça-feira, 13.
O crescimento foi sustentado, de acordo com o diretor executivo da entidade, Marcelo Franciulli, principalmente por projetos de renovação de frota ligado a políticas públicas, como o Caminho da Escola, que trouxe crescimento acelerado no primeiro semestre e ajudou a driblar problemas com a alta taxa de juros e a maior restrição ao crédito.
Ao longo do ano contribuiu positivamente o comércio de ônibus eletrificados, que disparou 170,4%, de 314 para 849 unidades.
Em 2026 rescaldo do Caminho da Escola ajudará a crescer 3%
Sérgio Zonta, vice-presidente da Fenabrave, disse que, em razão de alguns faturamentos remanescentes do Caminho da Escola, a expectativa é que os emplacamentos cresçam 3% em 2026, para 29,7 mil ônibus.
“O Caminho da Escola tem sido ponto predominante para a retomada das vendas de ônibus. Além disto, hoje os tíquetes de passagem estão melhores, o que deixa o caixa das empresas com mais recursos na hora de renovar a frota.”
Franciulli lembrou que o setor conta com uma vantagem que facilita também à aquisição de um 0 KM, como linha de crédito fixa dentro do Ministério das Cidades, com financiamento com recursos do BNDES.
No início de 2025, antes do baque provocado pela persistente alta taxa básica de juros, em 15% ao ano, que elevou a inadimplência e restringiu o acesso ao crédito, a perspectiva era de ampliar as vendas em 4,5%, para 127,6 mil unidades.
Marcelo Franciulli, diretor executivo da entidade, ressaltou que 2025 foi especialmente difícil para o agronegócio, o que gerou impacto nas vendas, principalmente, de pesados: “Houve queda de 22% nos emplacamentos de extrapesados, que representam quase 50% das vendas, enquanto que a comercialização dos médios avançou 31% e a dos semipesados 45%”.
Até mesmo a venda de caminhões eletrificados recuou no ano passado, de acordo com a entidade, de 480 para 369, ou seja, 23,1% em comparação a 2024.
Em dezembro foram emplacados 9,7 mil caminhões, retração de 11,8% com relação ao mesmo mês de 2024, que teve 11 mil vendas. Sobre novembro, no entanto, houve reação de 11,1%, 8,7 mil unidades.
Move Brasil deve permitir parte das vendas de caminhões
“O Move Brasil traz um alento, mas é preciso levar em conta que tivemos uma queda em 2025 e vendemos 110 mil caminhões. Então, sobre esta base, teremos incremento pequeno”, afirmou Zonta. “De qualquer forma trata-se de iniciativa importante, pois os caminhões têm vital importância para a nossa economia, representam 65% do transporte de riquezas do Brasil. Esperamos que o programa seja fomentador da compra de extrapesados, principalmente.”
A iniciativa propõe que durante seis meses os bancos ofertem R$ 10 bilhões em recursos do Tesouro e do BNDES, com taxas de 13% a 14% anuais, frente às atuais de 25% a 28%, carência de até seis meses e prazo máximo de cinco anos. Além disto 10% do total será reservados a autônomos e cooperativas.
Implementos rodoviários também precisam de socorro
Zonta afirmou que a missão da Fenabrave, que pleiteava programa perene de estímulo à renovação de frota, agora é negociar com o governo a inclusão de implementos rodoviários no programa, ao citar que em 2025 o comércio destes equipamentos encolheu 19,9%, somando 71 mil unidades. A expectativa para este ano é de alta de 2%, para 72,4 mil produtos.
“Estamos passando por momento difícil nas vendas nas concessionárias, temos visto muitas postergações até que haja oportunidade de unir preço e financiamento. E quem compra está priorizando o cavalo mecânico em detrimento do implemento.”
Segundo o vice-presidente os bancos das montadoras foram cruciais para a oferta de crédito em 2025, e ele espera que este movimento perdure em 2026. Tereza Fernandez acredita que a Selic, até o fim do ano, recuará aos 13%, aposta um pouco mais conservadora que a do Boletim Focus, do Banco Central, de 12,25% ao ano, o que reforça ainda mais o papel do Move Brasil – ainda que o risco continue assombrando os contratos, uma vez que quem o assume são os bancos comerciais e não o BNDES.
São Paulo – Foram, segundo dados da Fenabrave, 2 milhões 197 mil motocicletas emplacadas no ano passado, o melhor resultado da história do setor. Superou o volume de automóveis licenciados, que somou 1 milhão 996 mil unidades.
O bom momento da indústria de duas rodas, segundo o vice-presidente da Fenabrave, Sérgio Zonta, reflete fatores como o uso da motocicleta como instrumento de trabalho e a adoção, em muitas famílias, dela como o segundo veículo da casa: “Existe também uma forte e histórica participação dos consórcios no segmento, que chega a 30%”.
Assim os juros elevados acabam não gerando impacto tão forte na venda de motocicletas. Tanto que, para 2026, a Fenabrave espera novo recorde após mais um ano de crescimento, de 10%, somando 2 milhões 417 mil unidades.
Um fator colaborará: a partir de janeiro os ciclomotores, as motocicletas com motor a combustão de até 50 cm³ de cilindrada ou elétrico de potência máxima de 4 kW, precisarão ser emplacadas. Então nos primeiros meses modelos novos e usados serão emplacados, o que deverá inflar os números do segmento.
Mas não é só isso: Zonta disse que a demanda por modelos 0 KM tradicionais continua em alta e o mercado brasileiro tem atraído novas marcas: “Temos informação de que marcas asiáticas estão preparando sua chegada ao País”.
São Paulo – Após um ano com crescimento inferior às expectativas revisadas para baixo pela Fenabrave em outubro, com 2 milhões 689 mil emplacamentos de automóveis, comerciais leves caminhões e ônibus, alta de 2,1% sobre 2024, a entidade que representa o setor de distribuição de veículos inicia 2026 com otimismo moderado e aposta em alta de 3% nas vendas de veículos, somando 2 milhões 770 mil unidades.
As projeções foram divulgadas na terça-feira, 13, em entrevista coletiva à imprensa. Há um ano, na primeira coletiva de 2025, a aposta da Fenabrave foi de 5% de alta sobre o volume de 2024, somando 2 milhões 765 unidades. Em julho reviu as estimativas, baixando para 4,4% de alta, e novamente mexeu em outubro, projetando 2,6% de crescimento. O resultado final ficou abaixo, em torno de 13 mil unidades.
Para 2026, diante do cenário de juros elevados e perspectiva de manutenção da política do Banco Central de tentar colocar a inflação no centro da meta, a entidade foi mais cautelosa. Seu vice-presidente, Sérgio Zonta, admitiu que os números podem ser revistos:
“Tradicionalmente revisamos as estimativas a cada trimestre. Em abril, a depender do desempenho do mercado, não hesitaremos em recalibrar as projeções.”
Veículos leves
Zonta elencou fatores que podem mexer positivamente com o mercado de leves, como o pleno funcionamento do Marco Legal das Garantias, que pode ajudar a, na ponta, reduzir as taxas de juros, e o programa Carro Sustentável. Ele citou uma possível ampliação dos veículos beneficiados com IPI zero, incluindo modelos híbridos.
Assim a expectativa de alta de 3% poderia ser ampliada: “Em volume 3% não significa muita coisa, são cerca de 80 mil unidades”.
Pesados
Em caminhões a criação do programa Move Brasil, que oferece R$ 10 bilhões em financiamentos pelo BNDES para compra de caminhões novos e usados, ajudará a alavancar o mercado. A expectativa é de alta de 3,5% nos emplacamentos, saltando dos 110,9 mil de 2025 para 114,8 mil no fechamento do ano.
Segundo Zonta os empresários estavam segurando suas compras por causa dos juros elevados: “Com o programa a taxa vai cair pela metade e acredito que os transportadores aproveitarão para renovar a frota”.
As vendas de ônibus, que somaram 28,8 mil no ano passado, também têm projeção de crescer 3% segundo a Fenabrave, para 29,7 mil unidades.
São Paulo – A holding Simpar, que controla as empresas JSL, Movida, Vamos, CS Brasil, Automob, Banco BBC Digital, CS Infra e Ciclus Ambiental, passou a integrar a lista de empresas que compõem a carteira 2026 do Índice de Baixo Carbono Eficiente da B3.
Essa carteira é um dos principais indicadores ESG do mercado de capitais brasileiro, reconhecendo organizações que avançam na gestão das emissões de gases de efeito estufa, GEE.
São Paulo – A Honda anunciou que usará um novo logotipo H nas próximas gerações de veículos elétricos e híbridos, com os primeiros modelos previstos para chegar ao mercado em 2027. Essa é mais uma mudança que a montadora realiza em seu tradicional logo H, usado desde 1963 no negócio de automóveis.
O novo logotipo traz um visual mais largo e foi redesenhado para acompanhar a transformação da empresa, rumo à mobilidade sustentável e livre de emissões de poluentes.