VW persegue crescimento global de 4% com SUVs

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A Volkswagen traça planos para o futuro após período em que esteve concentrada em reduzir os efeitos do dieselgate em sua operação global, escândalo das emissões que eclodiu em 2015. Seu presidente, Herbert Diess, declarou, após reunião na semana passada, em Wolfsburg, Alemanha, que as vendas este ano serão maiores do que as de 2016, com uma diferença positiva de 3,5%, por causa do aumento da demanda de SUVs na China, informou comunicado distribuído à imprensa. Para crescer 4%, de acordo com a meta estipulada para 2020, a companhia conta com o desempenho comercial de seus lançamentos nas Américas.

 

Na última semana o Grupo Volkswagen convocou as lideranças globais – inclusive Antônio Megale, seu diretor de assuntos governamentais no Brasil e presidente da Anfavea, e Roberto Cortes, presidente da MAN – para reunião na qual foram estabelecidos os caminhos para o crescimento nos próximos três anos. O presidente Diess disse que o mercado de SUVs mais o lançamento de veículos em mercados que proporcionam volume, são pilares do realinhamento estratégico da sua empresa para os próximos anos:

 

“Este é o plano estratégico que a Volkswagen usará para orientar a fase extremamente exigente em nossa indústria, que está à nossa frente”.

 

No segmento de SUVs, contou o comunicado, o foco principal da ofensiva iniciada pela empresa são os novos modelos Tiguan Allspace, Atlas e T-Roc no mercado chinês. O pacote de lançamentos para 2017 envolve dez versões de SUVs, que já são vendidos, e cinco modelos novos -- até 2020 serão vinte modelos em sua gama. A empresa quer, com isso, que SUVa representem 40% do seu total de vendas globais. Para chegar a isso, reconhece o comunicado, o desempenho no volumoso mercado da China é fundamental.

 

A empresa buscará também ganhar volume de vendas na América do Norte, onde planeja lançar quatro modelos de SUVs até 2020.  Nos Estados Unidos, até outubro, suas vendas apresentaram crescimento de 7,6%, chegando a 473,4 mil veículos. Em outubro foram 81,7 mil unidades, 6,6% maior do que o volume de outubro do ano passado. Na região inteira, que também inclui Canadá e México, a empresa vendeu 800,4 mil veículos até outubro, alta de 5%.

 

Na América do Sul a VW renovou a gama de modelos e pretende recuperar a liderança do mercado com o modelo Virtus, recentemente apresentado. Incomoda a empresa o fato de ter perdido mercado nos últimos anos para concorrentes em diversos segmentos, disse o ex-presidente da companhia no Brasil, David Powels, à época do lançamento do novo Polo: “A matriz quer que sejamos rentáveis. A liderança é consequência”.

 

Principal montadora do Brasil por décadas a Volkswagen viu sua participação minguar nos anos 1990. No início dos anos 2000 perdeu a liderança de vendas para a Fiat, ficando com o terceiro lugar de 2014 para cá. Com o envelhecimento da gama da FCA a Volkswagen tem espaço, agora, para crescer e tentar bater a General Motors, que hoje ocupa o topo de vendas em marcas e modelos.

 

Ainda que Polo, Virtus e o SUV T-Roc, esperado para 2018, não tenham ainda se consolidado no mercado o desempenho da empresa na América do Sul tem crescido com a retomada das vendas e isso, de certa forma, pavimenta a caminho para a chegada dos novos produtos. Até outubro foram vendidos na região 435,2 mil veículos, 24,5% a mais do que nos dez primeiros meses do ano passado. Apenas em outubro foram 45,5 mil unidades, crescimento de 53,7% frente a outubro de 2016.

 

Foto: Divulgação.