MAN planeja dobrar as exportações

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07/12/2017

A MAN acelera seu projeto de tornar o Brasil base relevante de exportação de caminhões e ônibus. O trabalho já vem sendo feito há alguns anos e os resultados mostraram que a empresa está no “meio do caminho”, segundo Roberto Cortes, seu presidente e CEO para a América Latina.

 

“Somos muito fortes no Brasil, mas reconhecemos que temos espaço para crescer em outros mercados. Por isso desenvolvemos esse plano de internacionalização que já alcançou resultados expressivos."

 

Ele se refere às 9 mil unidades que serão exportadas até o fim deste ano para mercados tradicionais, como a Argentina, e também para destinos pouco ortodoxos como a Nigéria e o México: “Nosso objetivo é alcançar 18 mil unidades exportadas nos próximos anos”.

 

Quase metade dos caminhões e ônibus exportados este ano foram para a Argentina. No total 3,9 mil unidades seguiram para o País vizinho, que registrou 60% de aumento das vendas de veículos comerciais: “É um crescimento importante. Fazendo um paralelo com o mercado brasileiro, esperamos que em 2018 alcancemos crescimento desse porte por aqui. Porque projetar aumento de vendas de 10%, 20% em uma base de comparação baixa é aceitar que teremos uma década perdida até atingirmos as 172 mil unidades de 2011. Sempre tive esse olhar otimista”.

 

Customização – Compreender as necessidades dos outros países "é um diferencial que a MAN tem", de acordo com Marcos Vinícius Forgioni, vice-presidente de vendas e marketing internacional: “As características de robustez dos nossos produtos são reconhecidos em mercados da África, por exemplo. Mas podemos ir além configurando soluções necessárias para aplicações específicas nesses mercados”.

 

Ele cita o desenvolvimento do Uracan, um Volkbus 14.190 SCD desenvolvido especialmente para o mercado mexicano. O veículo tem o posto do motorista deslocado para o centro para que possa atuar também como cobrador ao lado da porta, uma prática comum ali. Com capacidade para 45 passageiros esse ônibus atua no segmento de 12 a 15 toneladas, que representa quase a metade das vendas de chassis urbanos.

 

Esse tipo de desenvolvimento será cada vez mais comum na MAN. Parte do novo ciclo de investimento de R$ 1,5 bilhão para o período de 2017 a 2021 será aplicado na customização dos produtos para atender necessidades específicas ou regulamentações de países onde atua.  E também em novas unidades produtivas na África e no Oriente Médio para montar kits de caminhões produzidos no Brasil. Mas essas novidades ainda estão para ser anunciadas. Talvez em 2018.