Prazo para Rota 2030 nem é tão importante, diz Ioschpe

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13/12/2017

O presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe, disse, durante evento realizado na quarta-feira, 13, que o prazo para aprovação do Rota 2030, novo regime do setor automotivo que estava previsto para ser aprovado até o fim do ano, não é o mais importante: “O bom é fazer algo bem-feito, independentemente do tempo”.

 

Para ele um ponto importante é o incentivo à realização de pesquisa e desenvolvimento também para o setor.: "Nossa sugestão é de crédito tributário para aqueles que realizarem investimento em P&D”.

 

Dan Ioschpe acredita não ser correto deixar as empresas produtoras de autopeças fora de eventuais incentivos à pesquisa e ao desenvolvimento, como ocorreu no InovarAuto, programa que se manterá em vigor até o dia 31 de dezembro. Quanto ao porcentual que seria destinado em crédito tributário ele disse que algo semelhante ao destinado pelo InovarAuto seria interessante, coisa de até 4%: “Acho que algo em torno de 2% seria muito bom”.

 

Outra reivindicação das empresas do setor é o estabelecimento de regras relativas às emissões, segurança e eficiência energética dos veículos comercializados no Brasil: “Aos poucos algumas das contribuições ao Rota estão saindo de outra forma”.

 

Neste sentido ele lembrou de resoluções do Contran para o aprimoramento da segurança do trânsito, como a que prevê inspeção veicular obrigatória em todo o País.

 

Acordos comerciais – Com relação a acordos comerciais com outros países Dan Ioschpe recordou que as negociações com a União Europeia devem ficar para o ano que vem. Além desse a entidade destacou a importância de “ajustes nas regras de origem do Mercosul e México, negociações com demais países da América do Sul e Central e, na sequência, Japão e demais países e regiões relevantes”.

 

Entraves à competitividade – Quanto aos entraves à competitividade a entidade elencou a insegurança jurídica nas áreas trabalhista, tributária e ambiental: “A reforma trabalhista está na direção adequada para retirar a insegurança jurídica, mas para ter o resultado esperado ainda depende da jurisprudência que será formada”.

 

Carga tributária elevada, burocracia, logística deficiente e juro real extremamente elevado na maior parte do tempo completam a lista apresentada pela entidade.

 

Foto: Divulgação.