Rota 2030: meta de eficiência energética será de até 12% em cinco anos

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13/12/2017

A AEA, Associação de Engenharia Automotiva, foi convidada pelo governo brasileiro para ser o braço técnico de apoio no Rota 2030, programa que sucederá o Inovar-Auto, previsto para acabar em 31 de dezembro. O papel de entidade foi de mostrar visões diferentes e agregar conhecimento durante as mais de 130 reuniões que foram feitas até agora para discutir os caminhos que o programa seguirá em questões como eficiência energética, emissões, segurança veicular, cadeia de fornecedores e indústria 4.0.

 

Durante coletiva de imprensa realizada na quarta-feira, 13, para comentar sobre avanços técnicos relacionados ao Rota 2030, Edson Orikassa, presidente da AEA, disse que “as metas de eficiência energética para os primeiros cinco anos do Rota 2030 estão próximas de serem definidas, mas a ideia é que fique de 10% a 12% para cada montadora, partindo dos 12% que foram alcançados ao longo do Inovar-Auto”.

 

“Se aprovada, essa meta é desafiadora, pois mudanças mais simples como o uso de pneus verdes já foram feitas. Agora, as montadoras terão que investir em tecnologias mais caras, como o uso do start-stop em mais modelos”.

 

Outra proposta que está sendo discutido pelo Rota 2030 é a criação de três grupos que serão avaliados separadamente pelo governo, sendo que no primeiro ficariam os carros, no segundo picapes e SUV’s com motores a gasolina e no terceiro os mesmos modelos mas com motorização a diesel e cada grupo terá sua meta individual para alcançar. “Não dá para falar qual seria a meta de cada grupo, pois não sabemos qual a evolução de cada categoria durante o Inovar-Auto, esse levantamento precisa ser feito para que as metas sejam traçadas”.

 

“A previsibilidade que o Rota 2030 trará para o setor automotivo também deve ser destacada e esse é um dos fatores que faz a AEA acreditar no programa”. Com relação à parte fiscal, a AEA não tem participação durante as reuniões, mas fontes ligadas à entidade afirmam que a possibilidade de existir uma taxa extra de IPI quase não existe, pois muitas montadoras são contra essa questão que existia no Inovar-Auto e também por causa da condenação do programa pela OMC, Organização Mundial do Comércio, com isso, o Rota 2030 não teria uma barreira fiscal.

 

Também foram abordados outros temas, como a cadeia de fornecedores, que precisa ser incentivada e desenvolvida nos próximos anos, pois isso não ocorreu durante o Inovar-Auto. “Não existe montadora forte sem uma cadeia de fornecedores forte também”. A evolução da indústria é outra questão que a AEA espera ver avançar durante o Rota 2030, se aproximando cada vez mais da 4.0, a quarta revolução industrial.

 

Na visão da AEA, esses dois temas serão muito importantes no futuro, pois acreditam no livre comércio entre Mercosul e União Europeia e, com isso, os veículos produzidos no Brasil deverão atender às exigências do mercado europeu para serem exportados.

 

Foto: Divulgação.