Rota 2030: 15 dias para o fim do ano e muitas incertezas

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Faltam 15 dias para o fim do ano e para acabar também o Inovar-Auto, com um cenário de incertezas cercando o setor automotivo, que não sabe se terá o Rota 2030 em vigência a partir de 1 de janeiro, como foi falado ao longo do ano. Caso o programa não seja aprovado este ano, a indústria automotiva voltará a trabalhar como era em 2012, sem taxações para importados e sem incentivos para empresas que investem em suas fábricas e centros de pesquisa e desenvolvimento no Brasil.

 

Dentro de tantas incertezas há quem garanta que o Rota 2030 estará aprovado até o dia 31 de dezembro, caso de Antonio Megale, presidente da Anfavea, que acompanha de perto grande parte das reuniões para discutir o programa: “Não há motivo para pânico. Tenho convicção de que um novo marco regulatório para o setor sairá. O próprio presidente da República nos garantiu isso”, disse o executivo durante a cerimônia de entrega do Prêmio AutoData. Megale também fez afirmação parecida na última coletiva da Anfavea, no dia 6.

 

A AEA, Associação de Engenharia Automotiva, foi convidada para ser o braço de apoio técnico ao Rota 2030 e não costuma opinar sobre temas que não sejam técnicos, porém, acompanha a situação de aprovação do programa de perto e, fontes ligadas à associação, também afirmam que as conversas que acontecem em Brasília indicam que o Rota 2030 será aprovado este ano, nem que seja uma medida provisória como marco regulatório.

 

O outro lado - Do lado de quem acredita que a aprovação do Rota 2030 ficará para o próximo ano estão os importadores, sendo que a Abeifa, associação que representa as empresas importadoras, já declarou que está preparada para trabalhar sem se preocupar com as taxas extras de IPI a partir do dia 1º de janeiro do ano que vem, demonstrando pouca preocupação com uma possível aprovação do programa até o fim deste ano.

 

O diretor de uma das empresas associadas a Abeifa garante que o programa não sairá este ano, pois o Ministério da Fazenda deu como prazo máximo o dia 10 de dezembro para que o Rota 2030 estivesse pronto para ser aprovadao na Fazenda, o que não aconteceu e, com isso, ficaria para 2018.

 

Para Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, a aprovação até o fim do ano não é o mais importante: “O bom é fazer algo bem feito, independente do tempo”. Na visão do executivo, o ideal seria crédito tributário para quem investir em P&D, sem excluir as empresas de autopeças desses incentivos, o que na visão dele não é correto.

 

Foto: Divulgação.