Mercedes-Benz prevê crescimento maior

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A Mercedes-Benz fecha o ano como líder do mercado brasileiro de veículos comerciais, somando mais de 20 mil unidades comercializadas de caminhões e ônibus, que serão emplacadas até o fim deste mês. Desse total cerca de 14,5 mil unidades são caminhões e 6 mil ônibus, volumes que garantirão à empresa 29% e 50% de participação respectiva e a liderança nos dois segmentos.

 

Estes números estão sendo consolidados em razão, principalmente, de seis grandes negócios que foram fechados pela Mercedes-Benz em dezembro. No segmento de ônibus a companhia vendeu 1 mil unidades urbanas e rodoviárias para renovação de empresas do Grupo Constantino, e 905 unidades para a Secretária de Saúde de Minas Gerais.

 

No segmento de caminhões a empresa vendeu mais 150 caminhões para a Raízen, a principal produtora álcool, cem unidades para a Risa, uma das principais transportadoras de combustíveis da Região Nordeste, e 150 para a Transportadora Transoeste, especializada no transporte de grãos na Região Centro-oeste.

 

O extrapesado Actros foi o grande destaque de vendas Mercedes-Benz este ano. Até novembro foram emplacadas 1,3 mil unidades do modelo, com um aumento de cerca de 55% sobre o mesmo período do ano anterior.

 

Além desta melhora nas vendas domésticas a Mercedes-Benz também obtém bom resultado nas suas exportações: até novembro vendeu 7 mil 491 unidades, caminhões e ônibus, 34% a mais do que as 5 mil 604 em igual período do ano passado. Seus maiores mercados internacionais são Argentina, com 5 mil 710 unidades e crescimento de 33%, Chile, com 859 veículos e 44% de crescimento, e Peru, com 458 unidades e 24% de crescimento.

 

De acordo com Philipp Schiemer, presidente da empresa no Brasil e CEO para a América Latina,“o resultado deste ano pode ser considerado como bem expressivo, especialmente porque no início deste 2017 ainda registramos baixos volumes de vendas. Os primeiros sinais efetivos de retomada aconteceram somente nos últimos meses do ano”.

 

30% de crescimento – Schiemer previu que 2018 poderá ser positivo para a indústria de veículos comerciais, com índices de crescimento bastante interessantes tanto em caminhões como em ônibus: “Se mantivermos o ritmo de vendas destes últimos meses de 2017 poderemos crescer 30% no segmento de caminhões e 15% nos ônibus”.

 

“A atividade econômica do País está se recuperando como um todo e isto, somado ao fato de que estamos trabalhando com juros mais baixos, poderá representar uma boa possibilidade de crescimento. Mais: as perspectivas da safra agrícola também são positivas e, em razão de ser um ano eleitoral, também acredito que teremos um crescimento das obras de infraestrutura.”

 

Ele recordou, no entanto, que a base de comparação, as vendas deste ano, que serão de cerca de 52 mil unidades, será muito baixa.

 

Ou seja: na sua visão, mesmo que sejam alcançados esses 30% de crescimento, as vendas de caminhões em 2018 ficarão em torno das 67 mil unidades, bastante longe, portanto, dos recordes registrados no início desta década, quando o mercado brasileiro chegou a absorver quase 170 mil unidades anuais. O mesmo raciocínio também pode ser aplicado aos ônibus.

 

O presidente da Mercedes-Benz também contou que, em virtude desta recuperação tanto das vendas domésticas como das exportações verificada nos últimos meses, sua produção já alcança cerca de 160 unidades/dia, caminhões e ônibus, com crescimento sobre o volume verificado no início do ano -- que era de 140, 145 veículos/dia em média.

 

Com isto a fábrica de São Bernardo do Campo, SP, por exemplo, que emprega 7 mil trabalhadores, já está operando em um turno completo e negociou com o sindicato o trabalho extra em onze sábados até abril. Mais: 120 colaboradores que foram afastados em layoff já retornaram ao trabalho e 86 aprendizes serão incorporados ao trabalho em janeiro. Schiemer comemorou: “Há muito tempo não conseguíamos contratar nem mesmo estes aprendizes”.

 

Já em Juiz de Fora, MG, onde é montado o Actros, também foram realizadas 85 novas contratações, que se juntaram aos setecentos funcionários da unidade.

 

As férias coletivas também serão reduzidas nas duas unidades. E, se a possibilidade de crescimento para o ano que vem se confirmar, Schiemer não descarta a retomada de um possível segundo turno: “Talvez isso seja necessário em algumas áreas específicas, mas antes de tomarmos essa decisão precisamos acompanhar de perto a evolução do mercado e ter a certeza de que tudo seguirá evoluindo de forma positiva”.

 

Foto: Divulgação.