Rota 2030 só depois da Reforma da Previdência

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Sem acordo entre os ministérios da Indústria e Comércio e da Fazenda, o Rota 2030, novo regime automotivo, segue sem data para entrar em vigor e só deve voltar a ser discutido pelo governo em fevereiro, depois da Reforma da Previdência. O Rota 2030 deveria suceder o InovarAuto, que vigorou até o dia 31 de dezembro. De lá para cá, o País segue sem plano para o setor automotivo.

 

O principal impasse para a entrada em vigor do novo regime automotivo está na renúncia fiscal para o setor, estimada em R$ 1,5 bilhão ao ano. Com queda na arrecadação nos últimos anos devido à crise financeira, a Fazenda não quer abrir mão deste valor.

 

Além disso, com o argumento de que é necessário equilibrar as contas, o governo tenta aprovar no Congresso Nacional a Reforma da Previdência e liberar qualquer tipo de incentivo ou renúncia fiscal antes desta aprovação pode interferir na negociação com os parlamentares.

 

Para o professor dos MBAs da FGV e coordenador do MBA Executivo em Administração: Gestão de Empresas da Cadeia Automotiva, Antonio Jorge Martins, a decisão de deixar a discussão do Rota 2030 para depois da Reforma da Previdência é estratégica:

 

“Primeiro o governo precisa minimizar o impacto da crise, com a Reforma da Previdência, para depois falar em renúncias e incentivos. Acho que foi uma decisão estratégica e fiscal.”

 

Procurada a Anfavea informou que o presidente Antonio Megale só falará sobre o assunto na sexta-feira, 5, durante a coletiva para apresentar o balanço de 2017 do setor. Informou, no entanto, que a posição da entidade é de que o setor terá que esperar até fevereiro para aprovação da Reforma da Previdência, para depois o governo aprovar o Rota 2030.

 

E disse que, dos nove pilares principais que foram defendidos pela Anfavea ao longo dois oito meses de reuniões para definição do programa, alguns já estão certos, como o de apoio aos fornecedores, inspeção técnica dos veículos e reforma trabalhista. Outros devem ser definidos nos próximos dias, como o dos investimentos em P&D e metas de eficiência energética para os próximos anos. 

 

Foto: Divulgação.