Para Ford vendas sobem e exportações caem em 2019

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CompartilheCongresso AutoData 2019
15/10/2018

São Paulo – A planilha para 2019 de Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford Brasil, aponta crescimento de 5% a 10% nas vendas totais do mercado brasileiro. Mas há um asterisco: esse volume será alcançado “desde que não haja deterioração dos níveis de confiança e que a taxa Selic e o risco-país se mantenham nos mesmos níveis atuais”, argumentou durante palestra no primeiro dia do Congresso AutoData Perspectivas 2019, a segunda-feira, 15, em São Paulo, Capital.

 

Nas exportações ele projetou queda de 8% a 9% neste 2018, que se somará a nova redução de 7% a 10% em 2019. E isso “desde que a crise na Argentina não se aprofunde mais e que a volatilidade cambial ali seja baixa”.

 

A expectativa por maior mercado interno no ano que vem, entretanto, não anima o executivo, assim como a previsão de crescimento de 13,7% no licenciamento total de veículos no Brasil neste ano, índice revisado para cima pela Anfavea no começo deste outubro. “Temos pressão de custos, somos exigidos por eficiência, produtividade, conteúdo importado, modernização da indústria. Talvez esse seja o momento mais claro na história da indústria automotiva brasileira onde aumento de volume não traz melhoria na saúde dos negócios.”

 

Ele complementou seu raciocínio considerando que “quando olhamos o negócio automotivo precisamos ter mais cautela. Neste ano e no ano que vem o grande dilema será esse: voltar a obter resultados [financeiros], porque buscar volume não basta mais”.

 

Nos cálculos do executivo as vendas ao varejo até setembro tiveram alta de 8,4%, com participação no crescimento total de 37%, enquanto as vendas diretas evoluíram 22,7%, com participação de 63% na elevação do volume. “Ou seja, nos 14% de crescimento geral há uma forte predominância das vendas diretas” – realizadas geralmente com vultosos descontos. 

 

A este quadro se soma a inflação dos custos industriais, mais alta em relação à inflação média, reclamou: “Os preços dos carros não acompanharam os investimentos em conteúdo e os custos relativos, incluindo a alta da carga tributária”.