Petronas passa a explorar o segmento de híbridos no Brasil

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São Paulo – Os veículos híbridos no País ainda são poucos perante a frota circulante em outros mercados, mas a chegada de novos modelos e as medidas de incentivo do Rota 2030 para o segmento deverão movimentar a cadeia de fornecimento local com mais intensidade. A Petronas é um exemplo de companhia com radar ligado às oportunidades no mercado: na terça-feira, 11, lançou lubrificante específico para modelos com motorização híbrida.

 

O produto, desenvolvido em parceria com a Mercedes-Benz para demandas da Fórmula 1, será produzido na fábrica que a companhia mantém em Contagem, MG, e chegará ao mercado no fim do mês, segundo Luiz Sabatino, diretor geral para a região das Américas: “Não será um produto de alto volume, mas representa um movimento importante para a empresa porque se trata de um segmento que crescerá mais daqui para adiante”.

 

Toyota Prius e Ford Fusion foram os primeiros modelos híbridos a circular por aqui. Estão prometidos mais dois Toyota: RAV4 e Corolla híbridos. De acordo com dados da Anfavea foram emplacados até maio 1 mil 640 unidades de automóveis com motorização híbrida, volume que representa 0,2% do mercado total. Para atender a esse mercado em formação a expectativa da Petronas é vender 100 mil litros/ano inicialmente do Syntium 7000 Hybrid 0W20.

 

O lubrificante para os híbridos tem como principal característica o resfriamento do conjunto de forma mais intensa do que os óleos produzidos para motores convencionais. De acordo com o diretor de tecnologia Eric Holthusen o powertrain híbrido funciona em várias frequências de rotação, sobretudo por causa dos sistemas start/stop, e esse cenário demanda um óleo que possa resfriar componentes do motor mais rapidamente.

 

Sabatino disse, ainda, que o novo lubrificante será exportado para países da América Latina a partir do Brasil. Os testes de homologação do produto são realizados no laboratório da fábrica de Contagem, o qual, no ano passado, passou por processo de expansão justamente para que a empresa possa atender às demandas dos países da região.

 

Foto: Divulgação.