Bons resultados na Fenatran animam a Iveco

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Jornalista sem foto

Por Erica Munhoz

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22/10/2019

São Paulo – O mercado total de veículos acima de 3,5 toneladas deverá crescer 15% em 2020 em comparação com o fechamento deste ano, na opinião de Marco Borba, vice-presidente de vendas e marketing da Iveco Latin America. Ele foi um dos palestrantes do Congresso AutoData Perspectivas 2020, na terça-feira, 22, no Hotel Transamérica, em São Paulo. “Na verdade, depois do sucesso da Fenatran, apostaria em um índice até maior”.

 

Bastante comemorada pelo executivo, a Fenatran se mostrou como grande oportunidade para a empresa reforçar os lançamentos que vem apresentando ao mercado desde junho deste ano. Em 2019, a Iveco também cresceu sua rede de concessionárias em mais dezenove pontos de vendas e atendimento. Para o ano que vem a previsão é de nomear outros dezessete.

 

De acordo com Borba, dos US$ 4,2 bilhões de investimentos anunciados até 2024, parte deve vir para América Latina – mas ainda sem definição do valor: “As perspectivas são muito positivas também para a região. Podemos afirmar que, cedo ou tarde, o que tem sido ou está em vias de ser desenvolvido na Europa, como veículos elétricos e a célula de combustível, chegará também por aqui”.

 

Apostas futuras – Hoje com uma capacidade de 400 mil unidades por ano, a indústria de veículos comerciais, embora em ritmo de crescimento e com boas perspectivas para o próximo ano, ainda precisa caminhar muito para se tornar de fato rentável. Para Borba o que faria a indústria chegar mais perto do objetivo seria, em vez da imposição tecnológica, acontecer antes a renovação da frota:

 

“Esse seria o passo mais correto e, depois, partiríamos para os avanços também necessários, mas menos urgentes do que renovar a frota. Potencial o mercado tem, mas precisamos que o governo também faça a parte dele, com as reformas necessárias, para um andamento correto”.

 

Para o executivo, o veículo leve urbano tende a crescer pelas necessidades logísticas especialmente dos grandes centros e deve caminhar para gás como alternativa imediata, uma vez que é o combustível já disponível e acessível na América Latina. Mais a longo prazo, célula de combustível como menor dependência ao diesel.

 

Foto: Fábio Arantes.