Crescimento com novos produtos está no foco das montadoras

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Por Lucia Camargo Nunes

CompartilheCongresso AutoData
22/10/2019

São Paulo – Crescimento é consenso para os executivos das três montadoras que participaram de painel na terça-feira, 22, no Congresso AutoData Perspectivas 2020, no Hotel Transamérica, em São Paulo. A FCA, representada pela diretora do Brand Jeep para a América Latina e diretora comercial da Jeep para o Brasil, Tania Silvestri, enxerga para 2020 um cenário desafiador, porém positivo, que caminha na direção correta e sustentável.

 

Suas projeções apontam que o mercado fechará 2019 com alta de 8,1% nas vendas, com 2,677 milhões de unidades, e 2020 com expansão de 5 a 7%, com a comercialização de cerca de 2,8 milhões de automóveis e comerciais leves no mercado interno.

 

Com 23% de market share no segmento de SUVs, a FCA utilizará parte de seus investimentos já anunciado de R$ 16 bilhões até 2024 para 25 lançamentos de veículos, dentre novos produtos, reestilizações e novas versões, tecnologias e localização de fornecedores. Desses 25, ao menos três serão utilitário esportivos – da Jeep, por exemplo, será um SUV de sete lugares.

 

“Percebemos a oportunidade de produção local de um terceiro carro da Jeep, maior que os atuais, com três fileiras de bancos”.

 

A Toyota foi mais conservadora em suas perspectivas: de acordo com o vice-presidente comercial para a América Latina e Caribe, Miguel Fonseca, a empresa projeta para o ano 2,8 milhões de unidades no Brasil, mesmo volume estimado para 2020. Da marca, o volume de emplacamentos sobe pouco: de 217 mil este ano para 218 mil em 2020, alta de cerca de 0,5%.

 

Seu mais recente lançamento, o Corolla híbrido, está com demanda acima da expectativa. “Temos fila de espera de seis meses para o RAV4 e o Corolla híbridos”.

 

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Para ele, embora não seja bom deixar o consumidor esperando, a boa notícia é a aceitação dessa novidade. Dos esperados 22% de market share pela versão híbrida, a Toyota hoje tem hoje 34%. Um dos motivos é a limitação da produção de motores elétricos e das baterias, importados do Japão.

Fabricio Biondo, vice-presidente de comunicação, relações externas e digital da América Latina da PSA, não revelou números, mas aposta em crescimento de volumes, alta mais moderada na produção e exportações estáveis, com possibilidade de pequeno avanço para 2020.

“O crescimento vem, mas do corporativo ou varejo?” questiona o executivo da PSA. “Com redução de taxas de juros e emprego retornando podemos ter um acréscimo nas vendas. Aliás, a venda corporativa veio para ficar. Se alguém acha que é uma venda artificial, ela veio para ficar e temos de nos preparar cada vez mais para esse canal”.

A PSA tem grandes expectativas, até 2022, de chegar a 5% de share de suas marcas no Brasil, Peugeot e Citroën, com a nova plataforma CMP, dobrar a rede de distribuição junto com a campanha de satisfação dos clientes, uma estratégia ofensiva com seus utilitários leves e com o Free2Move, serviço de compartilhamento da PSA. Biondo também ressaltou que o grupo pretende cada vez mais distinguir no mercado as marcas Peugeot e Citroën.

Foto: Fábio Arantes.