Itaú projeta um ano mais positivo

Imagem ilustrativa da notícia: Itaú projeta um ano mais positivo
CompartilheCongresso AutoData
22/10/2019

São Paulo – Na palestra sobre o mercado financeiro do Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na terça-feira, 22, no Hotel Transamérica, em São Paulo, Fernando Machado Gonçalves, economista do Banco Itaú, deu um panorama favorável à economia e ao setor automotivo.

 

Um dos senões é o cenário internacional, menos favorável para economias emergentes como a brasileira, com crescimento mais fraco e PIB global de 3% em 2019 e 3,2% em 2020.

 

“Temos um exercício econométrico nosso de que um ponto porcentual a menos de crescimento no mundo gera impacto no Brasil com menos um ponto porcentual também, regra de um para um. Menos crescimento fora, o mesmo ocorre aqui.”

 

Ele adiciona, ainda sobre mercado externo, que os desdobramentos do próximo governo na Argentina, pode manter a crise no país vizinho e gerar impacto nas exportações de veículos do Brasil.

 

Gonçalves também citou as expectativas do Itaú sobre taxa de câmbio: R$ 3,90 no final deste ano e R$ 4,25 em 2020. Os reflexos disso para as montadoras – que apostam em R$ 3,80 a R$ 3,90 – pode ser positivo.

 

“As cadeias globais de produção não têm tudo feito em um só país. As empresas importam peças para exportar o produto final. O sinal é positivo e deve ajudar a indústria de modo geral para esse equilíbrio econômico”.

 

Com a retomada da confiança dos setores da economia, inflação sob controle, melhora nas taxas de emprego e Selic caminhando para 4%, há expectativas de retomada de consumo. Colaboram ainda a vasta agenda pró-reformas e choque de investimentos para melhorar o ambiente econômico.

 

Nas projeções do banco para produção de veículos, os leves fecham este ano com alta de 8% em vendas e 3% na produção, e queda de 29% nas exportações. Em 2020, as projeções são de manter os 3 % na produção e 8% nas vendas e menor queda nos embarques, de 9%.

 

Dentre os pesados a expectativa dos economistas do Itaú é de 22% de alta nas vendas em 2019 e apenas de 3,6% em 2020.

 

Foto: Fábio Arantes.