Sindipeças projeta crescimento de 5% do setor

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Por Lucia Camargo Nunes

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22/10/2019

São Paulo – As projeções otimistas do Sindipeças indicam crescimento de 5% para o setor de autopeças no próximo ano, segundo mostrou seu diretor e conselheiro Gábor Deák em apresentação durante o segundo dia do Congresso AutoData Perspectivas 2020, realizado na terça-feira, 22, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

 

Pelo quarto ano consecutivo o sindicato percebe manutenção de crescimento. Este ano projeta elevação de faturamento de 7,4%, para R$ 102,4 bilhões. Os estimados 5% para 2020 vão representar faturamento de R$ 107,5 bilhões.

 

As vendas a montadoras puxam o desenvolvimento do setor, com alta de 11,1% este ano e 6,1% em 2020. As exportações têm projeções de cair 9,9% em 2019 e 5% no ano que vem.

 

Ainda assim, Deák não vê necessidade em aumentar a capacidade produtiva, que hoje está na média de 63,5%. “Os investimentos da indústria de autopeças que vierem serão para atender a novos produtos”.

 

O setor, que chegou a investir R$ 4 bilhões em 2013, encerra este ano com R$ 2,02 bilhões e prevê para 2020 R$ 2,03 bilhões.

 

Na projeção da produção de veículos, Deák avalia que “se perdeu uma década”. O volume de 2013, de 3,7 milhões de unidades, deverá voltar a esse patamar somente em 2024, quando o Sindipeças estima 3,8 milhões de veículos. Para este ano são esperados 2,9 milhões e para 2020, 3,09 milhões.

 

“Vamos demorar onze anos para recuperar o nível de 2013. O crescimento será significativo de 2019 até 2024, quando cresceremos 31% em automóveis, 20% nos veículos comerciais e 24% em caminhões”, cita o diretor do Sindipeças.

 

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A integração por meio de acordos comerciais é uma das saídas para o segmento crescer e ocupar via exportação a capacidade de 5 milhões de unidades.

 

A entidade também defende as bandeiras da inspeção técnica veicular e a renovação da frota dos caminhões. De acordo com Deák, a frota de 44,8 milhões de veículos de passageiros têm idade média de 9,6 anos, enquanto a de caminhões e ônibus é superior a 15 anos para mais de 20% desses veículos. Cerca de 300 a 320 mil caminhões têm mais de 30 anos, segundo o conselheiro do Sindipeças.

 

“Esses fatores não estão considerados nos resultados, teríamos oportunidades adicionais, menos trânsito e contaminação do ar e mais segurança”.

 

Foto: Fábio Arantes.