São Paulo — Antonio Megale, ex-presidente da Anfavea e diretor de assuntos governamentais da Volkswagen, propôs harmonização regulatória na América Latina para que as empresas instaladas na região possam ser mais competitivas. "Estamos falando de um mercado de cerca de 7 milhões de unidades, um volume expressivo que, integrado, poderia tornar as operações mais sólidas", disse na tarde da terça-feira, 1o, o segundo dia do 2º Congresso de Negócios Latino-Americano, realizado pela AutoData Editora.
A integração citada por Megale trata das regras uniformes nos maiores mercados em termos de produto e combustível, por exemplo, algo que poderia reduzir os custos operacionais das montadoras: "O carro produzido aqui deveria ser o mesmo na Argentina, no Chile, na Colômbia. Não podemos produzir veículos distintos".
O mercado da América Latina é considerado chave pela Volkswagen, que nos últimos anos estruturou sua gestão na região de forma a integrar países como Brasil, Argentina e México.
A VW mantém seis fábricas na região, que produziram cerca de 500 mil veículos em 2019. Deste total 110 mil unidades integravam pedidos para exportação para 29 países da região. No primeiro semestre, marcado pela pandemia global, a América do Sul foi um dos poucos mercados nos quais a montadora conseguiu reduzir suas perdas em vendas na comparação com o ano passado.
As exportações de veículos VW produzidos no Brasil caíram 44% no primeiro semestre na comparação com igual período no ano passado, somando 140 mil unidades. O volume de exportação de veículos fabricados na Argentina também caiu, 51%, somando 63 mil unidades.
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