São Paulo – São positivas as expectativas para o segmento do mercado brasileiro de veículos que mais sofreu com a pandemia da covid-19: a Mercedes-Benz, líder, projeta aumento de 35% nas vendas de ônibus em 2022, saltando das 13 mil unidades estimadas para este ano para 18,5 mil chassis no ano que vem.
Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas e marketing e pós-vendas de caminhões e ônibus, participou do Congresso AutoData Perspectivas 2022, na terça-feira, 19, em transmissão on-line. Ele enxerga o retorno dos investimentos no ano que vem em urbanos, represados nos últimos dois anos por causa da pandemia, e melhora no segmento rodoviário por causa da volta dos deslocamentos, após a vacinação.
“Temos também 7 mil chassis do Caminho da Escola, programa de governo muito importante para a indústria de ônibus. A demanda por fretamento se manterá em alta e existe uma tendência de antecipação de compra por causa da entrada do Euro 6, programada para 2023.”
Apesar do crescimento projetado por Leoncini a indústria ainda busca se recuperar do tombo da pandemia. As 13 mil unidades projetadas para 2021 representam queda de 7% ante o resultado do ano passado. As 18,5 mil do ano que vem ainda estarão abaixo das 20 mil de 2019, antes da covid-19.
Existem também riscos para este volume, mas mais ligados à oferta do que à demanda. Os problemas na cadeia, que provocam desabastecimento de itens como semicondutores e pneus, preocupam Leoncini. Sobretudo a crise dos semicondutores, que, ele acredita, não será resolvida antes do fim do ano que vem.
Mas existe um alento: “A Mercedes-Benz do Brasil, por enquanto, sofreu menos com isso do que a Mercedes-Benz na Europa”.
Leoncini falou também sobre caminhões: sua aposta é de aumento de 15% no volume em 2022. A dúvida é sobre qual volume, pois a visão de 2021 ainda está turva, mas ficará na casa de 110 mil a 115 mil unidades.
Foto: Reprodução.