São Paulo – A Nissan tem como objetivo dobrar suas exportações com a introdução dos dois novos produtos, a nova geração do Kicks e um novo SUV, que serão fabricados em Resende, RJ, com investimento de R$ 2,8 bilhões. Com isto a companhia reforça a vontade de transformar o Brasil em hub regional de exportação, segundo Gonzalo Ibarzábal, presidente e diretor geral da Nissan do Brasil, que participou do Congresso AutoData Perspectivas 2024, organizado de 21 a 22 de novembro no Espaço Fit Eventos, em São Paulo.
“Hoje exportamos de 15 a 20% da nossa produção, mas o Brasil tem que ser um hub forte. Queremos chegar de 20% a 30% de participação com as vendas externas.”
No começo do mês a companhia anunciou que investirá até R$ 2,8 bilhões de 2023 a 2025 para a produção dos dois SUVs e um motor turbo nacional, também prometido durante o anúncio do aporte financeiro. Este novo modelo será vendido para vinte países latino-americanos.
A hibridização não está nos planos do momento, segundo Ibarzábal: “Sendo global a Nissan tem todas as tecnologias disponíveis, mas agora precisamos transformar esses dois projetos em realidade e vamos crescendo passo a passo. Somos uma empresa jovem no Brasil, com dez anos de produção, o que é muito pouco diante dos competidores”.
O presidente da empresa preferiu não projetar um número de alta nas vendas em 2024, mas disse acreditar no crescimento do mercado e na baixa dos juros acompanhada de sinais de avanço na economia. Pediu, no entanto, maior previsibilidade a médio e longo prazo para a indústria automotiva.
O objetivo da Nissan é ampliar sua participação no mercado brasileiro de quase 3% para 7% até 2026.
Fator Argentina
Ibarzábal acha cedo avaliar os impactos da vitória de Javier Milei na corrida presidencial no país onde a Nissan fabrica a picape Frontier. O executivo, porém, defendeu o Mercosul e a troca de produtos pelos dois países.
“O Mercosul permite uma integração espetacular. Produzimos a Frontier na Argentina e exportamos para o Brasil enquanto fazemos o Kicks aqui e vendemos para lá.”