São Paulo – Depois de um 2023 sofrido a indústria de caminhões superou o impacto dos preços mais altos dos veículos Euro 6 e voltou à rota de crescimento, de acordo com Eduardo Freitas, vice-presidente da Anfavea. De janeiro a maio foram produzidos 52,2 mil veículos, alta de 29,9% sobre o mesmo período do ano passado.
Segundo Freitas ainda há espaço para atingir volumes maiores ao longo do ano. Foram produzidos em maio 11,2 mil caminhões, expansão de 33,1% sobre maio do ano passado e queda de 4,2% com relação a abril. Ele afirmou que o recuo na comparação com abril ocorreu porque maio teve um dia útil a menos, avaliando a produção mensal como estável.
O mesmo ocorreu com as vendas: em maio somaram 9,5 mil unidades, avanço de 16,1% sobre igual mês do ano passado e queda de 11,3% com relação a abril. Além do dia útil a mais Freitas disse que parte da retração foi decorrente da tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, que derrubou as vendas no Estado.
A Anfavea mostrou que em abril foram vendidos 743 caminhões no Rio Grande do Sul, contra 291 em maio, queda de 61%. A participação no total vendido no País caiu de 6,9% para 3% na mesma base comparativa.
No acumulado do ano os emplacamentos de caminhões chegaram a 46,8 mil unidades, incremento de 4,8% sobre o resultado do acumulado do ano passado.
Se tudo vai bem nas vendas e na produção, as exportações registraram queda de 14,4% de janeiro a maio na comparação com o mesmo período de 2023, com 6,8 mil unidades embarcadas. No mês passado foram exportadas 1,3 mil unidades, retração de 1,2% com relação a maio do ano passado e crescimento de 8,4% sobre abril.