São Paulo – O segmento de ônibus apresenta momentos distintos: enquanto a produção cresceu de forma robusta de janeiro a maio as vendas caíram de forma relevante, segundo dados apresentados pela Anfavea na sexta-feira, 7. Segundo o vice-presidente Eduardo Freitas a razão é o programa Caminho da Escola, que no ano passado foi atendido com todas as unidades emplacadas no primeiro trimestre, enquanto em 2024 os emplacamentos ganharão ritmo mais forte a partir de junho:
“Até agora vendemos quatrocentos ônibus para o programa Caminho da Escola, enquanto no mesmo período do ano passado o volume estava em torno de 2,5 mil unidades”.
O executivo espera que o volume avance a partir de junho e no segundo semestre, “pois já foram contratadas 5,4 mil unidades pelo programa e esse volume deverá chegar a 6 mil unidades até o fim do mês”.
A produção de janeiro a maio somou 12 mil unidades, a maior para o período desde 2015, com alta de 58,5% na comparação com o ano passado. Em maio foram produzidos 2,7 mil chassis, expansão de 40,3% sobre igual mês do ano passado e queda de 2,7% com relação a abril, que teve um dia útil a mais.
As vendas de chassis nos cinco primeiros meses do ano somaram 7,1 mil unidades, queda de 25,4% na comparação com iguais meses do ano passado. No mês passado foram comercializadas 1,3 mil unidades, recuo de 33,2% com relação a maio do ano passado e retração de 26,1% na comparação com abril.
É necessário lembrar que os ônibus são emplacados alguns meses após a produção do chassi, pois eles são entregues para as encarroçadoras finalizarem o veículo e só depois eles entram nas estatísticas de vendas.
Nos cinco primeiros meses do ano foram exportados 1,6 mil ônibus, volume 4,3% maior do que o registrado em igual período de 2023. Em maio os embarques somaram 311 unidades, queda de 26,7% na comparação com maio do ano passado e recuo de 30,6% com relação a abril.