São Paulo – A mercado de veículos leves do Chile deverá encerrar o ano com cerca de 310 mil unidades vendidas, de acordo com Diego Martínez Benavente, secretário geral da Anac, Associação Nacional Automotiva do Chile, que participou do 7º Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana, realizado por AutoData. Ele participou de painel junto com Gonzalo Marín Bianchi, gerente geral da Cavem, entidade que representa a rede de concessionárias instalada no país.
Segundo Benavente existem algumas variáveis que podem puxar o mercado para cima, chegando a até 317 mil vendas, mas em caso de retração da economia local até dezembro as vendas podem ser de 290 mil unidades. Porém os dois cenários são considerados mais distantes da realidade atual.
Considerando a projeção mais provável, de 310 mil unidades vendidas no ano, o crescimento sobre 2024 será de 2,5%, mas o mercado interno do Chile continuará abaixo do volume ideal: “Vendas em torno de 350 mil unidades por ano é o que precisamos buscar para que a rede atual de concessionárias se mantenha de forma saudável no país”.
De janeiro a julho as vendas de veículos leves no Chile somaram 173,3 mil unidades, expansão de 3% sobre iguais meses do ano passado, de acordo com os dados da Anac.
Para o gerente da Cavem as diversas ferramentas que os chilenos dispõem para comprar um veículo estão ajudando no crescimento do mercado: “Hoje é possível utilizar crédito bancário, crédito automotivo que é 100% dedicado a compra de veículos, parcelado no cartão de crédito e a compra programada”.
Essa última modalidade é parecida com a compra via consórcio no Brasil.
Atualmente o Chile dispõe de mais de oitenta marcas que vendem mais de 1,8 mil modelos e versões, das quais mais da metade são chinesas, que dominam a venda de veículos elétricos e híbridos. No segmento de veículos leves a maior parte é importada da Índia, e o Brasil é responsável por fornecer 50% dos caminhões vendidos no Chile.
Até dezembro o número de marcas presentes no país deverá subir para algo em torno de 85 a noventa, com mais marcas chinesas chegando para vender eletrificados.