Foi o que afirmou o fundador da montadora, Jack Wey, durante Congresso AutoData Megatendências
São Paulo – Desde agosto do ano passado a GWM tem produzido veículos na fábrica de Iracemápolis, SP. E, segundo seu fundador, Jack Wey, a proposta não é apenas vender carros no País, mas tornar-se parte da indústria automotiva brasileira.
Foi o que afirmou o executivo durante o Congresso AutoData Megatendências 2026: “Para nós, o Brasil não é somente um mercado importante, mas também um pilar estratégico para o futuro global.”
Jack Wey, chairman global da GWM
Apesar de ainda não ter completado seu primeiro ano de produção local, Wey afirmou que, desde o início, foi definida direção clara: não buscar vendas de curto prazo, mas um compromisso de longo prazo.
O mais importante, assegurou, não é a velocidade, e sim a consistência. “A globalização automotiva não deve ter como objetivo apenas o volume de vendas de curto prazo nem pode depender de competição baseada em preço que desgaste a marca mas, sim, construir reputação com produtos confiáveis, serviços dedicados e investimentos contínuos, fortalecendo a reputação da marca.”
Ao reforçar preferência da companhia em avançar com cautela e solidez, defendeu que a verdadeira globalização não é vender globalmente, mas industrializar localmente. “Queremos que os veículos da GWM produzidos no Brasil representem não apenas a tecnologia chinesa, mas também a manufatura brasileira.”
Wey disse ainda que a indústria automotiva entrou em uma fase fortemente colaborativa, ao reforçar que nenhuma empresa consegue inovar sozinha. “As montadoras chinesas que chegam ao Brasil devem crescer junto com a cadeia de fornecedores local, instituições de pesquisa, universidades e parceiros, construindo um ecossistema industrial saudável e sustentável.”