Bosch cresce 12% na América Latina

São Paulo – O faturamento da Bosch na América Latina cresceu 12%, em 2018, na comparação com o ano anterior. Por meio de comunicado, divulgado na segunda-feira, 3, a empresa anunciou que as vendas na região geraram R$ 6,5 bilhões, incluindo receitas das demais empresas que fazem parte do Grupo Bosch. O resultado também contabiliza as receitas das vendas em todos os demais segmentos nos quais a companhia atua afora o automotivo.

 

As operações da empresa no Brasil foram responsáveis por 80% do volume de vendas na região, atingindo R$ 5,3 bilhões. Deste total 30% tiveram como origem as exportações para os mercados da América Latina, da América do Norte e da Europa.

 

O Grupo Bosch tem operações na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Panamá, Peru, Uruguai, Venezuela e, mais recentemente, abriu escritório de vendas no Paraguai. Em 2019 a empresa planeja investir cerca de R$ 160 milhões na região.

 

A expectativa Bosch acerca do mercado brasileiro para este ano é de crescimento, embora no comunicado não tenha arriscado um porcentual. Um melhor desempenho na região, no entanto, estaria atrelado à superação de desafios nos campos político e econômico.

 

Segundo o presidente Besaliel Botelho há alta expectativa de que o novo governo brasileiro seja capaz de aprovar as reformas necessárias, como a da Previdência e a tributária: “Essas reformas podem contribuir positivamente para os nossos negócios nos setores da mobilidade, bens de consumo, industrial, agronegócios e mineração”.

 

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Cummins e Isuzu são parceiras no desenvolvimento de motores

São Paulo, SP – A Cummins e a Isuzu anunciaram parceria para buscar novas oportunidades de negócios para desenvolver, em conjunto, novos motores a diesel dedicados ao mercado global. A ideia é utilizar os pontos fortes das duas empresas para o desenvolvimento dos novos motores.

 

De acordo com material divulgado pela Cummins, a parceria terá um conselho formado por executivos das duas empresas que serão responsáveis por buscar novas oportunidades de negócios.

Centro de distribuição CNH recicla 100% dos resíduos

São Paulo, SP – O centro de distribuição de peças da CNH Industrial atingiu a meta de Aterro Zero ao tratar 100% dos seus resíduos, ou reciclando os materiais, ou enviando os não recicláveis para coprocessamento, acabando com o envio deste tipo de material para aterros.  

 

O centro foi construído em 2010, em Sorocaba, SP, com o conceito Green Building, que identifica a construção como ambientalmente responsável. Para isto todo o material usado teve origem certificada, garantindo que a obra não usou nenhum material que prejudicasse a natureza.

Nova opção de roda para Nissan Frontier

São Paulo — A Nissan aumentou a lista de itens da versão de entrada de sua picape Frontier, a S, com a chegada da roda de liga leve de aro 16 como acessório original. Todas as concessionárias Nissan já estão vendendo o jogo, com quatro rodas, por R$ 4 mil 796.  

 

A picape é produzida na Argentina e vendida no Brasil em quatro versões, todas com tração 4×4, opções de câmbio manual e automático e motor 2.3 turbodiesel. Em 2019, até abril, a Nissan comercializou 2 mil 571 unidades do modelo, o décimo-terceiro comercial leve do ranking dos mais vendidos do País.

 

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Argentina começa a receber concessionária digital VW

São Paulo – A Volkswagen lançará na Argentina até o fim do ano o conceito de concessionária digital, similar ao que mantém no Brasil. Na sexta-feira, 31, a empresa anunciou que o projeto piloto começará em oito pontos de venda e deverá se expandir para toda a rede até 2020.

 

Lançado no Brasil no segundo semestre de 2018, inicialmente em dez pontos de venda, o conceito faz uso de recursos como tela touch, óculos de realidade virtual e tablet para apresentar os carros aos clientes. Atualmente 66 pontos de venda contam com a tecnologia no Brasil.

 

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Mercado de veículos avança 20% em maio

São Paulo – O desempenho do mercado brasileiro de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus continua contrariando todos os indicadores econômicos. Até a quinta-feira, 30, foram emplacadas, em maio, 224,3 mil unidades, o que já representa um crescimento de 10% sobre maio do ano passado – 201,9 mil licenciamentos. A expectativa dos varejistas é a de que, quando somados os volumes de sexta-feira, 31, o volume alcance até 245 mil veículos, o que representaria crescimento superior a 20% sobre o mesmo mês de 2018.

 

Ainda que abaixo das estimativas dos varejistas ao fim do primeira quinzena, quando projetavam 255 mil licenciamentos, o ritmo do mercado surpreende. O crescimento do acumulado do ano segue na casa de índice de dois dígitos – 12% se alcançada a projeção dos varejistas para maio, com 1 milhão 85 mil unidades licenciadas –, enquanto os indicadores econômicos e de confiança do consumidor e empresários apontam para baixo.

 

Na quinta-feira, 30, foi divulgado o PIB do primeiro trimestre: recuo de 0,2% e sinal amarelo ligado. O mercado financeiro reduz, semana a semana, sua estimativa para o crescimento da economia – a última, na segunda-feira, 27, foi de 1,24%. Mas analistas já falam em menos de 1% de avanço: para a Nova Futura Investimentos a estimativa é de 0,7% de crescimento do PIB, com viés de baixa.

 

Segundo uma fonte ligada ao varejo automotivo as locadoras estão sustentando o crescimento nas vendas: “As montadoras precisam emitir uma nota fiscal para receber o faturamento pelo veículo produzido. Por isso oferecem descontos generosos e condições vantajosas para as locadoras, que estão mantendo o mercado em alta. O varejo, em si, não está na mesma situação”.

 

Ao fim do primeiro quadrimestre, de acordo com os dados da Fenabrave, o varejo apresentou recuo de 1% sobre o mesmo período de 2018 – uma estatística que deve ser analisada com cuidado, uma vez que este volume desconta as vendas a taxistas, pequenos fazendeiros e PcDs, que representam uma parcela considerável das vendas diretas.

 

É um pensamento mais em linha com a atual realidade econômica do Brasil. Na sexta-feira, 31, o IBGE divulgou a taxa de desemprego no trimestre encerrado em abril: 12,5%, com 13,2 milhões de desempregados. Segundo a Agência Brasil é menos gente do que no mesmo trimestre de 2018, 13,4 milhões de pessoas, mas 552 mil pessoas a mais do que no trimestre imediatamente anterior, encerrado em janeiro.

 

Outro índice relevante divulgado na sexta-feira, 31, foi o de confiança dos empresários, que recuou 2 pontos de abril para maio, segundo a FGV, Fundação Getulio Vargas. De acordo com Carlos Alberto de Oliveira Andrade, do Grupo Caoa, “nosso apoio e nossa confiança são absolutos, mas enxergamos na questão da reforma previdenciária um ponto crítico que pode destravar investimentos e tornar mais seguro o futuro dos cidadãos brasileiros”.

 

A opinião do empresário reflete a dos executivos do setor automotivo recentemente ouvidos por AutoData: estão confiantes com a economia, mas ressalvam que a reforma da Previdência precisa ser aprovada para que os investimentos retornem ao País.

 

Na segunda-feira, 3, a Fenabrave divulga o balanço oficial de vendas de veículos no mercado brasileiro. Na quinta-feira, 5, a Anfavea revela os números também de produção e exportação – neste caso, a tendência é de volumes abaixo dos registrados em 2018 devido à situação da Argentina.

 

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Negociação da Ford Taboão nos seus momentos decisivos

São Paulo – Ford, governo do Estado de São Paulo, Prefeitura de São Bernardo do Campo e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC esperam resolver, até o fim de junho, o futuro da fábrica do Taboão, no ABCD Paulista. O potencial comprador da fábrica – segundo o governador do Estado, João Doria, restam dois investidores interessados – também. Este é o único ponto convergente de todos os envolvidos na história: a vontade de colocar um ponto final no assunto. A reportagem de AutoData apurou que são diferentes, porém, os interesses colocados à mesa.

 

De toda forma o prazo é justamente este, o fim de junho. O fim da produção do Fiesta está programado para antes disso, em torno de duas semanas. Já há casos de funcionários dispensados em alguns setores da linha de automóveis e a Ford está cumprindo o acordo negociado com o sindicato.

 

Pelo PDI, Programa de Demissão Incentivada, acertado, os trabalhadores que não tiverem interesse em seguir trabalhando na fábrica sob administração do futuro comprador receberão dois salários por ano trabalhado. Os que se candidatarem, um salário e meio por ano de casa – e não há garantia de que serão contratados: precisarão passar por processo seletivo. Caso a venda não se concretize o pacote maior será concedido a todos.

 

O mesmo valerá para os mensalistas: 0,75 salário por ano trabalhado para quem ficar, um salário para quem sair. A Ford, porém, manterá alguns mensalistas na área administrativa – eles têm garantia de emprego até março de 2020.

 

E quais os interesses? – Com o acordo fechado e o sindicato satisfeito os principais interessados na rápida conclusão do negócio são o governador João Doria e o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando. O fechamento de 2 mil postos de trabalho seria um ônus político para ambos, filiados ao PSDB. Doria não disfarça seu objetivo de chegar ao Palácio do Planalto e Morando pretende disputar a reeleição.

 

O governador se apoia na indústria automotiva para fazer propaganda do seu governo. Em cinco meses já esteve presente em anúncios de investimentos de General Motors e Scania, na inauguração da fábrica da Honda em Itirapina, SP, e na apresentação do Toyota Corolla híbrido flex. Criou o IncentivAuto para seduzir novos investidores e ajudar a manter aqueles que já estão no Estado. E se vestiu de corretor imobiliário para arrumar um comprador para a fábrica do Taboão, postergando a decisão da Ford de fechar as portas.

 

O sindicato, embora tenha fechado os acordos, lutou para manter a fábrica operando e tem interesse em manter nas linhas a parcela dos metalúrgicos que aceitar trabalhar para o novo administrador. Os dirigentes agem com cautela e têm evitado falar com a imprensa.

 

Dos diretamente envolvidos a Ford é a que tem menor preocupação. Já havia contingenciado, em balanço financeiro, o valor das indenizações dos trabalhadores, concessionários e fornecedores. Está deixando a operação de qualquer maneira, mas não tem interesse em prolongar as discussões. Produzindo o que tem programado sai do negócio acertando ou não a venda da fábrica.

 

Existem também os potenciais compradores. Grupo Caoa e Foton manifestaram interesse, mas as negociações estão mais adiantadas com o primeiro, segundo apurou a reportagem. O empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade reuniu-se na semana passada com Doria e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Busca ajuda das duas partes: de São Paulo quer ter acesso aos benefícios previstos no IncentivAuto, e do governo federal ambiciona linhas de crédito do BNDES. Enquanto isso traça a sua estratégia comercial – e, embora tenha afirmado que deseja produzir carros em São Bernardo, caminha para manter uma operação de caminhões Hyundai no local.

 

Todos os fatores indicam que a história aproxima-se de um final feliz para as partes. Até o fim do mês saberemos se a fábrica, que foi comprada da Willys Overland pela Ford em 1967, fechará as portas ou terá seu terceiro dono.

 

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MWM reconhece seus dez melhores fornecedores

São Paulo – A MWM premiou na quinta-feira, 30, os seus dez melhores fornecedores do ano. A premiação foi realizada durante evento em sua fábrica no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, que teve a presença de executivos da companhia e representantes das empresas que formam sua cadeia de fornecimento. 

 

O Supplier Award, em sua sétima edição, foi entregue às empresas que atenderam a requisitos como qualidade, entrega, flexibilidade, capacidade tecnológica, desenvolvimento de novos produtos, postura comercial e contribuição em redução de custos de cada fornecedor.

 

Segundo Marcelo Maciel Rabelo, diretor de compras da MWM, “toda a cadeia se mobiliza para atingir os objetivos refletindo positivamente desde o cliente final até o próprio fornecedor”.

 

Para o presidente José Eduardo Luzzi o prêmio representa “o reconhecimento a todos que estão perfeitamente alinhados com políticas, práticas, qualidade e desempenho da companhia”.

 

Os vencedores da edição do prêmio deste ano foram:

 

Aptiv
BorgWarner
Elring Klinger
ID Armazéns 
Irbas Indústria 
Metalac SPS
Metalúrgica Riosulense 
SEG Automotive 
SOS Box Embalagens 
TUP Tecnologia

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Aisin premia os melhores fornecedores de 2018

São Paulo – A Aisin reconheceu seus sete melhores fornecedores no Suppliers Meeting, realizado no mês passado em Sorocaba, SP, com a presença de representantes de vinte e duas empresas. Foram premiados os melhores nas categorias Logística e Entrega, Qualidade e Performance, Redução de Custos e Excelência – algumas empresas ganharam o troféu em mais de uma categoria.

 

A premiação é realizada anualmente desde 2016, com o objetivo de motivar os fornecedores a entregar peças e serviços em nível cada vez mais elevado. Neste ano a Aisin criou a categoria Redução de Custos – os premiados reduziram em 3% o preço dos seus componentes na comparação com 2017, sem comprometer a qualidade e a entrega das peças. Para a premiação do ano que vem a meta traçada foi de 5% de redução nos preços, comparado com 2019.

 

Na categoria Qualidade e Performance o critério utilizado pela Aisin foi o PPM, parte por milhão. As empresas premiadas não apresentaram nenhum tipo de problema nas peças entregues. Já em Logística e Entrega a exigência foi de nenhum atraso ou erro nos pedidos e em Excelência foram premiadas as que apresentaram os melhores desempenho em qualidade e logística.

 

Veja a lista das premiadas

 

Logística e Entrega
Sanoh do Brasil
Autometal

 

Qualidade e Performance
Schaeffler do Brasil

 

Redução de Custos
Schaeffler do Brasil
thyssenkrupp
RCN
Musashi do Brasil
GKN Sinter Metals

 

Excelência
RCN
thyssenkrupp
Musashi do Brasil
NSK Brasil

 

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Eaton busca novos clientes para transmissão automatizada

São Paulo – A Eaton busca novos clientes para suas transmissões automatizadas de seis marchas EAO-6106 e EAO-6206, que já equipam os caminhões leves Accelo, da Mercedes-Benz. Desenvolvida no Centro de Desenvolvimento de Transmissões Leves em Valinhos, SP, onde também é produzida desde dezembro, a caixa de câmbio demandou investimento – não divulgado – e novas contratações para a unidade.

 

Segundo Henrique Uhl, gerente de desenvolvimento de mercado e planejamento de produto da Eaton, a transmissão está sendo oferecida para sua carteira de clientes: “Já fornecemos outros componentes para diversas montadoras no Brasil e estamos analisando as oportunidades para ampliar a gama de clientes desta transmissão”.

 

O primeiro lote de transmissões automatizadas foi entregue para a Mercedes-Benz equipar sua linha Accelo. Uhl acredita que em torno de 15% da produção dos modelos, este ano, seja com o novo câmbio Eaton. Mas ele não arrisca projeções de volume por conta da instabilidade do mercado.

 

De todo modo, Uhl vê no uso de veículos para aplicações urbanas a maior demanda pelas novas transmissões. “Elas oferecem redução do consumo de combustível e menor desgaste da embreagem, pois são acionadas de forma automática, e não pelo motorista, que também desfruta de um maior conforto durante o trabalho”.

 

Para produzir as novas transmissões a Eaton precisou adaptar a linha de Valinhos para montar o sistema de automação e promover testes. “A base desta caixa é igual à das mecânicas que já produzimos, porém fizemos alterações para aplicar e testar o sistema que aciona a embreagem e faz a troca de marcha”.

 

Mais adiante a Eaton pode, quem sabe, exportar as caixas de câmbio. “A nova transmissão foi desenvolvida no Brasil e para o Brasil, porém não descartamos possíveis oportunidades de vendas para outros mercados. No primeiro momento o foco está no País mas, futuramente, avaliaremos possíveis negócios em outros mercados”.

 

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