GWM abre centésimo ponto de venda no Brasil

São Paulo – Com a abertura de doze unidades ao longo de dezembro a GWM alcançou a marca de cem pontos de venda no Brasil em 2024, sendo 79 concessionárias e 21 lojas em shoppings.

As novas revendas, de acordo com a empresa, são frutos de parcerias com importantes grupos do setor automotivo. Elas estão em Araçatuba e Indaiatuba, SP, Florianópolis e Lages, SC, Recife e Caruaru, PE, Rondonópolis e Sinop, MT, Dourados, MS, Cascavel, PR, Petrópolis, RJ e Pouso Alegre, MG.

De acordo com a GWM a ampliação dos pontos de venda deriva de seu recorde de vendas em 2024, 29 mil 218 unidades, superando em duas vezes e meia o volume registrado no ano anterior, de maio a dezembro, de 11 mil 479 unidades.

A marca comercializa no País as linhas Haval H6 e Ora 03 e oferece garantia de cinco anos para seus veículos híbridos e elétricos, sem limite de quilometragem, além de garantia da bateria do conjunto elétrico de oito anos ou 200 mil quilômetros.

União da Honda com a Nissan: mais dúvidas do que certezas.

São Paulo – Após alguns rumores, que se fortaleceram na metade do mês passado em diante, em 23 de dezembro Honda e Nissan anunciaram a assinatura de um MoU, sigla em inglês para memorando de entendimentos, para juntar as suas forças e criar a potencial terceira maior montadora global em termos de volume. A ideia é aproveitar sinergias e desenvolver em conjunto novas plataformas e tecnologias, diante do avanço dos chineses no mercado global.

Na prática o único ponto decidido, que ainda faz parte de um planejamento, é a criação de uma holding para a qual seriam transferidas as ações das duas empresas. Esta holding reuniria os acionistas de Honda e de Nissan e controlaria as duas companhias, ainda que de forma independente. A Mitsubishi, da qual a Nissan possui ações, pode entrar no jogo – será decidido até o fim de janeiro.

Tal movimento foi feito porque a Renault é uma das maiores acionistas da Nissan. A companhia francesa, em nota, disse que avalia todas as possibilidades dentro do movimento de fusão. E lembrou à Nissan que, ainda que esteja enfraquecida, a Aliança Renault Nissan segue em vigor, incluindo projetos conjuntos.

Caso a fusão siga adiante alguns pontos de sinergia serão estudados, incluindo integração das áreas de compras e compartilhamento de plataformas atuais e o desenvolvimento em conjunto de novas. O uso de fábricas de uma pela outra também é cogitado mas nada foi, ainda, decidido — assim continua sem definição o futuro das operações brasileiras.

A impressão que fica é a de que, no primeiro momento, a possível fusão tem potencial de ser mais parecida com o movimento de Hyundai e Kia do que da FCA com a PSA. Ou seja: as duas empresas e suas marcas deverão seguir com mais independência.

Ainda há muita estrada a ser percorrida: a transferência de ações está planejada apenas para o segundo semestre de 2026. Até lá as muitas perguntas deverão ser respondidas, e novas poderão surgir.

Stellantis alcança 20 milhões de chicotes produzidos em Jaboatão dos Guararapes

São Paulo – A Stellantis chegou à marca de 20 milhões de chicotes automotivos produzidos na fábrica de Jaboatão dos Guararapes, PE, a maior na América do Sul. Os chicotes são fornecidos para as fábricas de Goiana, PE, e Betim, MG.

A unidade tem capacidade produtiva para mais de 4 milhões de chicotes automotivos por ano, volume que será ampliado em 2026 para 5,6 milhões por causa da entrada de novos projetos da Stellantis. A unidade é considerada peça-chave para o crescimento da companhia na América do Sul.

Maxion Wheels promove mudanças em sua estrutura organizacional

São Paulo – A Maxion Wheels anunciou a criação do cargo de CTO, Chief Techinical Officer, responsável pela estratégia tecnológica da empresa. E o escolhido para ocupar a cadeira foi Zeferino Neto, anteriormente presidente da Unidade de Negócios das Américas.

Com a aposentadoria de Ralf Duning, que por uma década foi o vice-presidente de engenharia global, Neto integrará as áreas de engenharia, despesas operacionais e qualidade da companhia. O objetivo é fomentar a maior colaboração, aumentar a eficiência dos processos e promover mais inovação.

No lugar de Neto assumiu Alexandre Becker que, antes da nomeação, exercia a função de diretor de operações das Américas e, anteriormente, a de controlador da Unidade de Negócios das Américas.

Alexandre Becker sucede Zeferino Neto. Foto: Divulgação.

Oscar Jaern é o novo presidente da Scania Serviços Financeiros Brasil

São Paulo – A Scania Serviços Financeiros Brasil anunciou Oscar Jaern como seu novo presidente, sucedendo a Martin Sörensson, que assumiu o cargo de diretor geral da Scania Ibérica . O último cargo do executivo foi CEO da Scania Argentina, onde esteve de 2022 até o fim de 2024. Com as mudanças Sebástian Figueroa foi nomeado o novo presidente da empresa na Argentina.

Jaern já trabalhou no Brasil de 2014 a 2019, quando foi responsável pelas casas Scania Cavese, SC, e Suvesa, RS. Depois disso foi diretor geral da Scania Peru de 2019 a 2022.

Balanço

A Scania Serviços Financeiros Brasil, composta por banco, consórcio e corretora, celebrou, em dezembro, um ano de recordes no País com 7,8 mil contratos de financiamento de caminhões assinados, alta de 10% sobre 2023. Os ônibus registraram 310 financiamentos, representando metade do total vendido pela montadora.

A divisão de consórcios somou 3,5 mil novas cotas vendidas em 2024 para mais de 2 mil clientes, sendo 60% novos participantes. A Scania Corretora de Seguros vendeu 3,7 mil apólices, expansão de 56%.

Fernando Julianelli retorna à HPE como vice-presidente

São Paulo – Fernando Julianelli retornou à HPE Automotores na segunda-feira, 6, como vice-presidente de branding e inovação. Também será responsável pelos serviços de locação. O cargo foi recém criado pela empresa, que representa a Mitsubishi e a Suzuki no Brasil, com foco em inovação e consolidação das duas marcas.

O executivo, que atuou por nove anos na HPE e saiu em 2020 para ser CEO da Stock Car, deverá se reportar diretamente ao CEO da empresa, Mauro Correia. Julianelli acumula mais de 25 anos de experiência em marketing e já trabalhou em agências como Loducca, Neogama BBH e África.

Mercado argentino fecha em baixa de 8% em 2024

São Paulo – O mercado argentino de veículos se recuperou ao longo do segundo semestre, após começar o ano passado em queda superior a 20%, e fechou 2024 com redução de 7,9% na comparação com o ano anterior, somando 414 mil veículos, segundo dados divulgados pela Acara, entidade que representa os concessionários locais. 

O cenário, segundo a entidade, melhorou com o aumento dos estoques nas concessionárias, novos modelos e diversas campanhas de vendas e promoções. Contribuiu também a melhora no cenário macroeconômico da Argentina, com diminuição das taxas de inflação e mais opções para financiamento de veículos. 

Sebástian Beato, presidente da Acara, classificou 2024 como um ano complexo: “O primeiro semestre foi muito fraco, agitando fantasmas dos nossos piores anos, mas no segundo semestre houve recuperação dos níveis de atividade”.

De janeiro a dezembro o modelo mais vendido na Argentina foi o Peugeot 208, com 29,7 mil unidades, seguido de perto pela Toyota Hilux, 29 mil. Em terceiro lugar ficou o Fiat Cronos, 28 mil.

Já o primeiro lugar do ranking por marca ficou com a Toyota, com 84,8 mil veículos vendidos. O segundo lugar foi da Volkswagen, 64,4 mil, e a terceira colocação da Fiat, 47,3 mil unidades.

A Acara projeta novo crescimento para o mercado em 2025, mas não revelou porcentuais. O site Motor1 Argentina ouviu algumas fontes que trabalham no setor automotivo argentino que revelaram projeções que vão de 500 mil a 600 mil unidades, o que representa um bom crescimento.

Dezembro

O último mês do ano registrou 21,6 mil veículos vendidos, alta de 16,3% na comparação com igual mês de 2023. Já na comparação com novembro houve desaceleração na demanda, com queda de 40,3%.

Mercado brasileiro de veículos tem o melhor desempenho após a pandemia

São Paulo – Foram emplacados 2 milhões 635 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no mercado brasileiro em 2024, segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData. Foi o melhor desempenho em vendas de veículos desde 2019, quando a trajetória de recuperação do setor foi interrompida pela pandemia de covid-19.

Naquele ano, o último pré-pandemia, as vendas somaram 2 milhões 788 mil veículos e a indústria vislumbrava voltar a quebrar a marca de 3 milhões vendidos em um ano. O assunto, agora, tornou a frequentar as rodas de conversa do setor, embora a Anfavea não acredite que seja já em 2025 – suas projeções, anunciadas em dezembro, indicam 2,8 milhões unidades para o ano, batendo a marca de 2019 mas ainda pouco distante da meta.

A Fenabrave divulgará suas estimativas para 2025 na quarta-feira, 8. No ano passado chegou bem próximo: em julho ampliou sua projeção para 2 milhões 647 mil veículos, novamente corrigida para 2 milhões 655 mil em outubro. O resultado final ficou somente um pouco abaixo, em torno de 10 mil a 20 mil unidades.

Os 2 milhões 635 mil veículos vendidos no ano passado representaram crescimento de 14,1% sobre o ano anterior, quando as vendas somaram 2,3 milhões de unidades.

Em dezembro foram emplacados 257,5 mil veículos, alta de 3,6% sobre o último mês de 2023 e de 1,6% sobre o resultado de novembro. Foi o segundo melhor mês do ano, só superado por outubro.

Em dezembro a surpresa foi a BYD, que somou 10,3 mil licenciamentos e que fechou na oitava posição do ranking mensal e na décima do acumulado. 

Chega ao fim o ano dos investimentos e da volta da confiança

São Paulo – Parece distante o 30 de dezembro de 2023. Você lembra onde estava, caro leitor? Vamos ajudar a refrescar a memória: foi quando a medida provisória 1 205, que criou o Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, foi publicada. Pois não faz nem um ano e muita coisa aconteceu de lá para cá no setor automotivo.

Mesmo sem conhecer todas as regulamentações e regras do programa industrial destinado à indústria automotiva o setor depositou as suas fichas no Brasil: calcula a Anfavea que são mais de R$ 130 bilhões em investimentos, boa parte anunciado neste 2024, após a publicação das regras do Mover.

Quem abriu a porteira foi a General Motors, ainda em janeiro. Não demorou muito e Volkswagen, Hyundai, Toyota, Stellantis, HPE, Honda e BMW divulgaram seus planos, que se juntaram aos anunciados no ano passado de Renault, Nissan e Caoa, em leves, além das chinesas BYD e GWM e, mais recentemente, GAC. Em pesados também anunciaram seus novos ciclos Iveco e Scania.

Nas contas de AutoData o valor é um pouco menor do que o da Anfavea, em torno de R$ 114 bilhões. A última atualização de AutoData para os ciclos de investimento em curso no País está aqui, para leves e para pesados

O mercado brasileiro desempenhou bem e chegará próximo das 2,7 milhões de unidades. Poderia bater os 3 milhões em 2025 caso a taxa Selic não crescesse tanto, na desculpa de combate a uma inflação que teima em estampar as páginas dos jornais. Para 2025 a expectativa é de mais crescimento.

De toda forma todos esses valores foram anunciados ainda sem o Mover estar inteiramente publicado. Componente importante da previsibilidade o IPI Verde ainda é desconhecido até a sexta-feira, 20 de dezembro. Será que ele chega no apagar das luzes do ano?

Se chegar você lerá tudo sobre ele aqui, assim como leu tudo o que de mais importante a indústria automotiva brasileira viveu neste 2024. A Agência AutoData produziu quase 2 mil notícias nestes doze meses, que geraram mais de 1,9 milhão de acessos ao nosso site, sem contar as mais de 1 mil páginas da revista AutoData.

Voltamos em 2025. Chegou a hora da tradicional pausa em nossas operações. Retornamos em 6 de janeiro.

Boas festas a todos!

Volkswagen lança o Vale+, seu serviço de blindagem de fábrica

São Paulo – A Volkswagen iniciou a oferta do Vale+, serviço de blindagem de fábrica dos seus veículos, tanto para quem for comprar um 0 KM quanto para quem optar pelo programa de assinatura.

O serviço demora quarenta dias após a entrega da documentação e está disponível para os modelos Polo, Virtus, Saveiro, Nivus, T‑Cross, Taos, Tiguan, Amarok, Jetta GLI, ID.4 e ID. Buzz. O primeiro veículo blindado de fábrica pela montadora foi a Amarok V6, que teve seu peso aumentado mas, ainda assim, ficou 57 quilos mais leve na comparação com outras blindagens ofertadas no mercado, segundo comunicado divulgado pela companhia.

O nível balístico é III-A, o mais alto permitido para uso civil no Brasil, utilizando um dos materiais mais leves do mercado, uma evolução da blindagem opaca, até 80 quilos mais leve que o aço/aramida. O valor inicial do serviço Volkswagen Vale+ é de R$ 64 mil para a Saveiro.