Mulheres buscam mais espaço no setor automotivo

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São Paulo – Ainda são poucas as mulheres trabalhando no setor automotivo, seja no chão de fábrica, seja nos quadros administrativos, em especial em cargos mais altos. Na Volkswagen, por exemplo, que emprega 15 mil 471 pessoas no Brasil, apenas 1,1 mil são mulheres, 7,5% do quadro. Apesar do índice tímido, trata-se do maior porcentual da história.

 

O Grupo VW tem a meta global de preencher 13,7% dos seus cargos de gestão com mulheres até 2025. No Brasil a taxa alcançou 12% no ano passado, quando a equidade de gênero foi o principal item trabalhado dentro da companhia.

 

Ciente da participação majoritária masculina nos seus quadros diretores, as companhias do setor promovem ações, ainda que tardias, para integrar as mulheres que buscam aumentar seu espaço. A FCA, Fiat Chrysler Automobiles, anunciou seu ingresso no Movimento Mulher 360, associação que busca criar uma comunidade empresarial mais justa e equilibrada com as mulheres. É a primeira companhia do setor automotivo a fazer parte do movimento, que tem também, dentre suas associadas, Coca-Cola, Basf, Microsoft e Natura.

 

No caso da FCA, a busca por uma equidade de gênero é considerada essencial para a transformação da cultura de uma organização, segundo Érica Baldini, sua diretora de recursos humanos. “O desafio é entender as oportunidades para o aumento da participação feminina no ambiente corporativo e, para isso, a FCA conversa com grandes empresas de outros setores que fazem parte do movimento”.

 

A Mercedes-Benz criou o movimento A Voz Delas para escutar as motoristas mulheres e as esposas de caminhoneiros. Seu embaixador do Voz das Estradas, João Moita, percorreu as estradas brasileiras para conversar com essas mulheres, conhecer o dia a dia e os desafios que elas enfrentam. A partir disso, é possível colocar em prática ideias como melhorar os banheiros femininos dos postos de abastecimento, os locais de espera para as mulheres que acompanham os motoristas durante a carga e descarga dos caminhões, dentre outras reivindicações.

 

Na Bridgestone a engenheira Aline Rocha é única mulher que realiza testes veiculares para desenvolvimento de pneus. Na empresa desde 2007, trabalha no Campo de Provas de São Pedro, em São Paulo, onde classifica o comportamento dos pneus para desenvolvê-los da melhor forma possível. São quatro testes por semana com pneus provenientes de todas as fábricas da companhia na Argentina, Brasil, Chile e Costa Rica.

 

Vale lembrar que foi uma mulher quem contribuiu de forma fundamental para o desenvolvimento do automóvel: Bertha Benz teve papel importante para o desenvolvimento da patente que deu origem aos mais de cinquenta modelos da empresa no Brasil e no mundo. A esposa de Karl Benz deu palpites para a melhoria do carro criado por seu marido, após dirigir o automóvel.

 

Foto: Divulgação.