Kia investirá R$ 165 milhões em seu revival no Brasil

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19/10/2017

Nos últimos cinco anos a Kia Motors encolheu por aqui. Em 2011, seu melhor momento de mercado, comercializou 80 mil veículos para uma rede de 180 concessionárias e este ano, com rede reduzida pela metade, as vendas ficarão na faixa das 8 mil unidades. A crise econômica certamente tem sua parcela de culpa na queda mas, segundo José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil, o maior vilão atende pelo nome de Inovar-Auto. O programa, lançado em 2012, obrigou cada importadora ao limite de 4,8 mil veículos por ano. Acima desta cota pagava-se IPI extra de 30 pontos porcentuais, além dos 35% regulamentares.

 

O fim do Inovar-Auto, marcado para 31 de dezembro, é, portanto, motivo de fogos e d artifícios para Gandini. O Rota 2030, programa que o sucederá, não terá cotas e poderá dispor de IPI extra de, no máximo, 10 pontos porcentuais – e não apenas para importados. Com as novas regras o empresário projeta crescimento de 250% nas vendas: de 8 mil unidades, previstas para 2017, para 20 mil no ano que vem. A Kia vende no Brasil veículos fabricados na Coreia do Sul, no México e no Uruguai.

 

Gandini anunciou na quinta-feira, 19, investimento de R$ 165 milhões no Brasil. Deste total R$ 50 milhões serão para o estabelecimento de novas concessionárias, R$ 45 milhões para publicidade e marketing, R$ 35 milhões para o centro tecnológico em construção em Salto, SP. E R$ 30 milhões para softwares e equipamentos e R$ 5 milhões para adequação dos estoques de peças originais de reposição e treinamento de funcionários.

 

Gandini também desabafou: "Tivemos que desmontar muitas partes da empresa. É hora de reconstruir, de fazer minha empresa renascer”.

 

O número de concessionárias deve crescer, de noventa para 115 até o fim do ano que vem. As dez primeiras serão inauguradas já em janeiro em São Paulo, Campinas, SP, Campo Grande, MS, Campos de Goytacazes e Cabo Frio, RJ, Juiz de Fora, MG, Salvador, BA, e Vila Velha, ES. De acordo com ele a  nova realidade da Kia no Brasil criará 1,3 mil novos empregos e pode gerar para os cofres públicos impostos de até R$ 1,2 bilhão.

 

Dos 20 mil veículos a serem comercializados no ano que vem o Sportage, que deverá responder por 40% do volume, receberá mais opções de versões. A Kia também anunciou que, finalmente, começará a importação do Rio, um hatch com motor 1.6 16V produzido no México, que deve começar a ser vendido em março. Outra novidade é o esportivo Stinger, seu lançamento mundial: uma das versões terá motor biturbo de 370 cv, e sua chegada está prevista para abril. O Picanto, já reestilizado, passará a ser importado da Coréia a partir de janeiro apenas em uma versão topo de linha -- “Não queremos brigar no mercado de entrada. A ideia é vender cem carros por mês”.

 

O Cadenza também deve voltar ao rol de produtos da empresa em abri, com motor 3.3 com tecnologia GDi e 290 cv.

 

Fonte: Divulgação