Crescimento das vendas supera projeção

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CompartilheBalanço da Anfavea
06/12/2017

A evolução das vendas de veículos no País ao longo do ano, que se intensificou no terceiro trimestre, superou as expectativas das empresas fabricantes. A média diária, de 6 mil 680 unidades, verificada em janeiro levou o setor a projetar crescimento de 4% até o fim do ano. Com a melhoria de alguns indicadores econômicos, como queda dos juros e aumento da confiança do consumidor, a média foi aumentando e a entidade reviu sua projeção para 7,3%, o que já era visto como positivo para um ano pós-fundo do poço. Mas a partir de agosto o desempenho levou as vendas a ultrapassar as 200 mil unidades mensais, e o setor, com um mês de vendas ainda pela frente, admite que as vendas de 2017 superarão as 2,2 milhões unidades antevistas.

 

A média diária de 10 mil unidades de outubro remonta ao desempenho das vendas de 2014, última vez que a marca foi atingida. Contam para o desenho deste cenário o número de lançamentos realizados no segundo semestre. A chegada de modelos de entrada, como Renault Kwid e Fiat Mobi, e o aquecido mercado de SUVs contribuíram para que se vendesse um volume acima do esperado, de acordo com Antonio Megale, presidente da Anfavea:

 

“O esforço de vendas em diversas regiões também ajudou o setor a ter um desempenho acima da média vista no fraco 2016”.

 

Segundo número divulgado pela entidade na quarta-feira, 6, foram emplacados até novembro 2 milhões 27 mil 67 veículos no País, o que representa crescimento de 9,8% frente o acumulado das vendas feitas de janeiro a novembro do ano passado. Apenas em novembro foram vendidas 204 mil 205 unidades, 14,6% a mais do que em novembro do ano passado. Na comparação com as vendas feitas em outubro, 202 mil 857 veículos, novembro apresentou leve crescimento: 0,7%.

 

O segmento de automóveis tem apresentado o maior crescimento nas vendas. Até novembro foram vendidos aqui 1 milhão 684 mil 142 veículos de passageiros, 10,9% a mais do que nos onze meses de 2016. Apenas em novembro 168 mil 888 unidades foram vendidas, 13,8% a mais do que em novembro do ano anterior. O crescimento também chegou às vendas de comerciais leves: até novembro foram vendidos 286 mil 526 veículos da categoria, alta de 5,7% frente ao mesmo período do ano passado. Em novembro somaram 28 mil 759, 14,9% a mais do que em novembro de 2016.

 

Por combustível os flex fuel representaram 88,8% das vendas totais de automóveis, 175 mil 425 unidades. Os movidos apenas a gasolina responderam por uma fatia de 3,3% das vendas, 4 mil 678 unidades. Ainda sem produção nacional, os veículos híbridos vêm apresentando leve queda desde setembro no volume de vendas: representaram uma fatia de 0,1% do mercado em novembro, mesmo patamar do segmento no primeiro semestre do ano. Até outubro foram vendidas 2 mil 946 unidades, e no mês passado foram emplacadas 243 unidades com motorização híbrida.

 

A General Motors segue como líder de vendas no mercado nacional: até novembro vendeu 316 mil 197 unidades, 16,2% a mais do que no mesmo período do ano passado. A FCA, que engloba Fiat e Jeep, vendeu 238 mil 112 unidades, 6,3% a mais. E a Volkswagen fecha o grupo das três maiores do mercado: vendeu 196 mil 614 veículos de janeiro a novembro, 18,9% a mais.

 

No segmento de caminhões, que vem reduzindo as perdas obtidas nas vendas do ano passado, a esperança da Anfavea é a de que, em dezembro, o volume vendido eleve o desempenho do setor para o espectro positivo: “Fechamos até novembro com 45 mil 865 caminhões emplacados, o que configura um desempenho 0,5% menor do que o do ano passado. No entanto, apenas com as vendas feitas até a terça-feira, já conseguimos sair da linha negativa, e fecharemos o ano no positivo, definitivamente”.

 

As vendas de ônibus totalizaram em novembro 10 mil 534 unidades, 0,4% a mais do que nos onze meses do ano passado. Licitações e contratos com operadoras de turismo foram a válvula de escape das fabricantes, que sofreram graves reduções de pessoal e produção com a queda nas vendas em 2016. Os 22% de crescimento verificados em novembro, na comparação com novembro do ano passado, mostram o tamanho da base de comparação que foi 2016.

 

Foto: Fotos Públicas.