Exportação: quebra de recorde com mais de 762 mil unidades vendidas

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CompartilheBalanço da Anfavea
05/01/2018

Como já era esperado, a exportação de veículos bateu recorde no ano passado, com 762 mil 33 unidades vendidas para outros países, contra 520 mil 137 veículos em 2016, crescimento de 46,5% e superando a expectativa da Anfavea que era de 745 mil veículos, de acordo com os dados divulgados pela Anfavea, na sexta-feira, 5, durante a primeira coletiva do ano. Considerando apenas o mês de dezembro, foram vendidas para outros mercados 62 mil 792 unidades, gerando queda de 16,3% na comparação com novembro e de 2,6% com relação ao mesmo mês de 2016.

 

O fato é que com a crise financeira dos últimos anos, as fabricantes viram no mercado externo a possibilidade de compensar, ainda que em partes, as perdas no mercado interno.

 

Para Antonio Megale, presidente da entidade, as montadoras não abrirão mão do bom volume exportado: “As empreses viram a necessidade de continuar crescendo em outros mercados, pois as exportações fortalecem a produção e ajudam na geração de empregos”. Em 2018 o setor pretende exportar 800 mil unidades e crescer 5%.

 

A estabilidade do câmbio também contribui para o bom cenário das exportações.

 

Para atingir as 800 mil unidades exportadas, o foco da indústria será na América Latina: “Estamos crescendo na região mas ainda existe muito espaço para ser explorado. Mercados como Oriente Médio e Ásia têm grande potencial, mas seguiremos focados em crescer e se consolidar nos mercado da América Latina, para depois mudar o foco de crescimento”.

 

Outro fator que ajudará no aumento previsto das exportações é o acordo de comércio bilateral com a Colômbia, que demorou, mas foi aprovado nos últimos dias de dezembro e prevê uma troca de 25 mil veículos entre os países, mas Megale acredita que esse número será facilmente superado, chegando a 30 mil unidades.

 

Com relação ao sonho de exportar 1 milhão de unidades, que foi revelado pelo antigo presidente da Anfavea, Luiz Moan, o atual presidente, Megale, acredita que o Brasil tem capacidade para atingir esta meta, mas será necessário consolidar os mercados que o Brasil já exporta, para depois conquistar novas regiões. “Acho que em dois anos não será possível atingir esta meta, mas logo depois estaremos atingindo 1 milhão de unidades exportadas”.

 

Foto: Divulgação.