Rota 2030 sucumbe a entraves políticos e pode ficar para 2019

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01/03/2018

O Rota 2030, programa automotivo que deveria suceder ao Inovar-Auto desde janeiro, não teve consenso para a sua aprovação no meio do Governo Federal -- como divulgado por AutoData na sua edição de 28 de fevereiro. Para Fabrício Biondo, diretor de comunicação, relações externas e digital para a América Latina do Grupo PSA, "o programa pode não sair este ano por causa de problemas políticos, pois a reforma da Previdência, que era prioridade para o governo, ficou para depois e os outros projetos que aguardam aprovação devem seguir o mesmo caminho".

 

De acordo com ele "a aprovação tornou-se uma decisão política. Nós, da PSA, já pensamos em um plano B caso o Rota não entre em vigor até o fim do ano, para rever nossos custos fixos e de produção, assim como o planejamento de lançamentos, que pode ser reduzido. Há alguns meses a questão era o valor que seria destinado a Pesquisa e Desenvolvimento, que não constava na época em que criaram o projeto, não foi colocado na conta. Mas já está definido e não justifica mais o entrave do Rota 2030".

 

Biondo considera que esse valor, destinado a P&D, não é um gasto e, sim, um investimento a longo prazo nas tecnologias do futuro.

 

Futuro Elétrico?

 

Biondo também afirmou que a presença de veículos elétricos na região é muito complicada, pois seria necessário um investimento muito grande para que os veículos se tornassem realidade na região, que pode usar o etanol como solução para o futuro a médio prazo:

 

"Não precisamos parar tudo o que está sendo feito agora para investir nos elétricos. Podemos investir em pesquisa e desesenvolvimento focada em etanol, que é um combustível limpo e, no futuro mais distante, migrar direto para a célula de combustível".

 

Foto: Divulgação