Hella espera por R$ 100 milhões de receita este ano

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A Hella completa em 2018 dois anos de produção nacional de componentes para OEM e reposição e busca, até dezembro, registrar faturamento de R$ 100 milhões, o que seria o maior de sua história aqui. Chegar a este valor, no entanto, depende em parte dos desdobramentos do Rota 2030, a nova política industrial para o setor automotivo, no que diz respeito aos incentivos fiscais para aplicação de itens eletrônicos de segurança, campo de atuação da companhia.

 

De acordo com Carlos Eduardo Bertozzi, seu bdiretor geral, há intenções da matriz em investir na operação brasileira, mas a espera por uma política de longo prazo pode atrasar o orçamento: “É uma realidade de todo o mercado. No nosso caso os diretores, na Alemanha, enxergam potencial de crescimento do mercado que ainda tem um indíce baixo de veículos por habitante. Mas o que define o aporte é a previsibilidade do País”.

 

O executivo apontou que um cenário positivo aos negócios da companhia aqui seriam estimulos fiscais que tornassem viável a nacionalização de componentes eletrônicos. No caso da Hella do Brasil isso significaria a oportunidade de costurar contratos locais com as empresas fabricantes que, hoje, importam seus componentes para equipar veículos novos:

 

“As empresas estão expostas ao câmbio, e condições favoráveis à produção local mitigariam os riscos da elevação do dólar”.

 

Hoje o mix de produtos da Hella no mercado brasileiro está dividido em três partes: módulos eletrônicos, faróis e aftermarket. Por volta de 60% do portfólio é importado, ficando a produção local, mantida em fábrica instalada em Indaiatuba, SP, destinada ao atendimento das demandas de Volkswagen e FCA, empresas com quem a Hella mantém contrato.

 

Foi, até, um contrato de fornecimento de módulo de conforto para os veículos da VW que motivou a empresa a produzir localmente em instalação própria: em 2011 fechou parceria com a Emicol – uma empresa instalada em Itu, SP, que atua no ramo dos eletrodomésticos – para montar os primeiros módulos para a VW equanto buscava meios de operar unidade própria:

 

“Com a queda do mercado interno tivemos de negociar com a matriz aportes para localizar a produção de forma independente, o que acabou ocorrendo em 2016”.

 

Com o investimento encaminhado a empresa tratou de buscar novos clientes para ocupar a fábrica de 5 mil metros quadrados e capacidade de produzir coisa de 8 mil componentes por dia. Foi quando a empresa venceu concorrência para ser fornecedora de módulos para bomba de combustível da FCA.

 

Ainda que tenha fechado os contratos com as duas fabricantes a Hella teve de sustentar a sua produção com a alta demanda do mercado de reposição. Bertozzi afirma que em função da retomada a empresa vem ocupando a fábrica de forma gradativa: “Hoje estamos operando com 20% da nossa capacidade instalada, e há espaço para muito mais, mas dependemos de fatores macroeconômicos”.

 

Foto: Divulgação.