Saldo da greve: 70 mil veículos a menos.

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CompartilheBalanço da Anfavea
06/06/2018

São Paulo – Os dias de paralisação das linhas de produção em decorrência da greve dos caminhoneiros, no mês passado, fizeram a indústria deixar de produzir, pelo menos, 70 mil veículos. Essa foi a conta feita pela Anfavea com base em informações de suas associadas e divulgada pelo seu presidente, Antônio Megale, na quarta-feira, 6, durante encontro com a imprensa para balanço mensal.

 

“A greve quebrou o crescimento que vínhamos registrando nos últimos meses. Perdemos de 70 mil a 80 mil unidades de produção.”

 

Saíram das linhas de montagem no mês passado 212,3 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, volume 20,2% inferior ao de abril e 15,3% abaixo do de maio do ano passado. Foi o mês com pior desempenho de produção no ano – curiosamente, somadas as estimadas 70 mil unidades que não foram produzidas, maio seria o mês com maior produção do ano, com cerca de 280 mil veículos.

 

De toda forma Megale acredita que a indústria recuperará a produção perdida, seja com horas extras, com aumento do ritmo das linhas ou com trabalho em fins de semana: “No último feriado de corpus christi tivemos fábrica trabalhando. Em dois ou três meses recuperaremos esses volumes”.

 

Segundo o presidente o setor está operando normalmente desde a segunda-feira, 4. Ele ponderou, entretanto, que algum rescaldo da greve ainda deverá gerar impacto nos dados de junho, uma vez que pode haver lentidão na recuperação de fornecedores de determinados equipamentos.

 

No acumulado do ano a produção segue em crescimento: 1 milhão 178 mil unidades, alta de 12,1% sobre o período de janeiro a maio do ano passado.

 

Em maio a indústria registrou 616 contratações, empregando 132,4 mil pessoas – o melhor resultado desde julho de 2016. Segundo Megale há 1 mil 645 trabalhadores em lay off ou no PSE, Programa Seguro Emprego, número estável com relação a abril: “Há poucas empresas usando esse recurso”.

 

Foto: Divulgação.