Mercado de reposição mantém crescimento

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São Paulo - As empresas produtoras de autopeças devem, este ano, manter a aposta no mercado de reposição -- assim como foi no ano passado, quando muitas voltaram seus holofotes para o segmento em função do cenário de baixos volumes no OEM. Nos quatro primeiros meses do ano, de acordo com dados divulgados pelo Sindipeças, as transações no mercado de reposição registraram alta de 4,6% na comparação com o janeiro-abril de 2017.

 

A estimativa é a de que o faturamento, este ano, chegue a R$ 89,4 bilhões, o que representaria crescimento de 14,3% sobre a receita do ano passado. Ainda que o segundo semestre seja marcado pelo período de eleições, o que invariavelmente interfere no consumo, a tendência é a de que os serviços de reposição sigam o ritmo de crescimento visto até abril.

 

O faturamento líquido nominal do setor de autopeças no primeiro quadrimestre deste ano foi 26,2% maior do que em 2017. Segundo Fernando Trujillo, consultor da IHS, a alta é reflexo da confiança do consumidor registrada no período: “As vendas de peças aumentaram por volta de 17% até abril, o que significa que o brasileiro não adiou planos de manutenção de seus veículos”.

 

No ano passado algumas fabricantes intensificaram suas atuações no aftermarket criando linhas de peças específicas, sobretudo para atender aos veículos pesados. A MAN lançou a linha Economy, gama de peças 30% mais baratas do que as originais. E a Mercedes-Benz aumentou o portfólio da sua marca no segmento, a Alliance Truck Parts.

 

Na linha leve a Ford lançou este ano no País a marca Omnicraft, de peças de reposição para seus modelos -- também para os de outros fabricantes. De acordo com dados do Sindipeças é justamente no mercado de leves que as autopeças tem visto faturamento maior este ano na comparação com o ano passado: cresceu 6,3% neste janeiro-abril.

 

Originais. No primeiro quadrimestre, segundo o Sindipeças, houve aumento de 26,9% nas vendas para montadoras e, no segundo semestre, o panorama é de crescimento em função da manutenção da média de emplacamentos, segundo o consultor da IHS: “As vendas diárias no segundo semestre devem se manter em patamar de 10,5 mil/dia, maiores do que a média esperada para o primeiro, 9,4 mil/dia”.