Volkswagen estuda ampliar capacidade no Brasil

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20/09/2018

São Paulo – O presidente da Volkswagen para a América do Sul, Pablo Di Si, afirmou que está reavaliando a capacidade de produção das fábricas da companhia no Brasil. Segundo ele, as linhas atuais não conseguirão atender toda a demanda gerada com a ofensiva de produtos anunciada pela companhia – vinte novos modelos até 2020.

 

“Teremos um novo produto que exigirá mais capacidade”, afirmou o presidente em conversa com jornalistas na tarde de quinta-feira, 20, antes do lançamento da nova geração do sedã Jetta, em São Paulo, o décimo-primeiro dos vinte produtos prometidos. Estes novo produto citado por Di Si é o novo carro compacto da marca, cuja produção foi discutida com o presidente mundial da Volkswagen, Herbert Diess, há um mês, e que demandaria alto volume.

 

Neste ano a companhia estima produzir em torno de 450 mil veículos no Brasil, somando todas as fábricas, o que representa um avanço de 10% sobre o mesmo período do ano passado. Poderia ser mais: “Se não viesse a crise na Argentina, poderíamos chegar a uns 15% de crescimento. Precisamos reprogramar a produção das fábricas”.

 

A Volkswagen tem três fábricas de veículos no Brasil: São Bernardo do Campo, SP, com capacidade para produzir 232 mil unidades/ano, São José dos Pinhais, PR, cujas linhas podem entregar 160 mil veículos/ano, e Taubaté, SP, cuja capacidade chega a 325 mil carros/ano. Há ainda a produção de motores em São Carlos, SP. Neste ano, segundo Di Si, serão entregues 800 mil unidades, somados mercado doméstico e exportação, o dobro do volume produzido em 2017.

 

O local de produção do novo compacto, que faz parte próximo ciclo de investimentos, ainda não foi decidido. “Em São Bernardo estamos no teto e em Taubaté temos uma boa ocupação atualmente. Temos capacidade em São José dos Pinhais, mas que será ocupada no ano que vem com o lançamento do T-Cross”.

 

O SUV é a grande aposta da Volkswagen para alcançar a liderança do mercado brasileiro, desejo que o presidente não esconde de ninguém. Di Si apresentou os números de setembro, mês em que, admite o executivo, o mercado passou a sentir uma redução no fluxo de pessoas nas revendas, o que considerou natural por conta da proximidade das eleições.

 

Neste mês, a VW retornou à vice-liderança no mercado brasileiro com 16,4% das vendas, 1,9 ponto porcentual atrás da líder, General Motors, que registra 18,3%, e 3,7 pontos acima da Fiat, que retornou ao terceiro posto.

 

Eletrificação no Brasil – Embora considere ainda distante a possibilidade de produção de modelos híbridos ou elétricos nas fábricas da VW da região, Di Si revelou que no ano que vem a companhia importará um modelo híbrido da Europa.

 

“Temos uma linha de híbridos e elétricos na Europa e para colocar no mercado local não é difícil. Vamos trazer já em 2019”, afirmou, sem revelar qual será o modelo. Mas deu uma dica: “É importante para a nossa imagem, então será um modelo icônico”.

 

Foto: Divulgação.