Continental projeta crescimento com base em lançamentos

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28/01/2019

São Paulo – Passadas as eleições e com a transformação do Rota 2030 em lei o presidente da Continental, Fréderic Sebbagh, ficou mais confortável para falar sobre a projeção de crescimento de 5% a 10% na produção da companhia em 2019, divulgada ainda no ano passado, durante o Congresso AutoData Perspectivas 2019. Segundo ele o mercado de veículos aquecido e novos negócios nas montadoras em que o braço automotivo da Continental atende no País sustentarão um cenário positivo.

 

Caso evolua o processo de aprovação das reformas previstas pelo atual governo o quadro pode ser ainda melhor: “De forma geral vemos de forma positiva o cenário macroeconômico, o que nos faz confirmar as projeções feitas no ano passado para 2019. O cenário nos negócios com as montadoras de automóveis e veículos comerciais está favorável, e pode ficar melhor ainda com os ajustes prometidos pela nova equipe econômica”.

 

Sebbagh citou como exemplo de novo negócio a plataforma GEM, Global Emerging Markets, que a General Motors deverá utilizar no País este ano: “Haverá tecnologia embarcada nos modelos, e nesse sentido temos uma oferta que atende a estas necessidades da montadora. Componentes eletrônicos têm uma margem interessante”.

 

A GM é um parceiro antigo da Continental na região. A empresa foi uma das primeiras a integrar o condomínio industrial que a montadora mantém em Gravataí, RS, onde são produzidos seus modelos de maior volume, os Chverolet Onix e Prisma.

 

No ano passado a Continental deixou de atuar no local, mas segue como fornecedora. O executivo disse que o setor passa por transformações, e que isso foi um dos fatores que levou a empresa a atender a montadora de uma nova forma. No projeto GEM a Continental será a fornecedora de pneus, elementos de refrigeração, ar condicionado e powertrain.

 

A Continental atende também as demais montadoras que atuam no País, e disse que os últimos anos foram marcados por negociações com o objetivo de melhorar a eficiência operacional da cadeia. No caso da GM, que na semana passada comunicou que novos investimentos no País envolvem, dentre outras coisas, conversas com os principais fornecedores, haverá reunião esta semana sobre uma nova plataforma, disse Sebbagh.

 

“Ao longo dos anos a relação comercial foi marcada por negociações constantes com todos os clientes. Não vejo neste momento o que acontece com a GM algo similar, será diferente. Por enquanto esperaremos como serão traduzidas as questões que a empresa levantará”.

 

Foto: Divulgação.