Anfavea divulga novas projeções para exportações

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CompartilheBalanço da Anfavea
04/07/2019

São Paulo – Após desempenho abaixo do esperado no primeiro semestre, quando os embarques de veículos ao Exterior recuaram 41,5% em volume na comparação com os primeiros seis meses de 2018, para 221,9 mil unidades, a Anfavea anunciou na quinta-feira, 4, a revisão de suas projeções para as vendas externas brasileiras deste ano.

 

No começo do ano a expectativa era exportar 590 mil veículos, volume 6,2% inferior ao do ano passado. Agora a associação que representa as fabricantes locais estima que apenas 450 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus sejam enviados a outros mercados, recuo de 28,5% com relação às 629 mil unidades exportadas no ano passado.

 

Foi, por ora, a única revisão promovida pela Anfavea. Segundo seu presidente, Luiz Carlos Moraes, há a esperança de que o mercado doméstico cresça em ritmo superior ao projetado no começo do ano e eleve, também, a produção brasileira, amenizando o impacto da perda das exportações.

 

“Temos o segundo semestre inteiro. Ao contrário do que se tem dito por aí o ano ainda não acabou. O primeiro tempo do jogo não foi tão bom, mas acredito que o segundo tempo possa ser melhor.”

 

Moraes confia na aceleração da economia após a aprovação da reforma da Previdência, impulsionada por esperança na redução da taxa básica de juros Selic, que reduziria os juros cobrados na aquisição de veículos e beneficiaria o setor. O presidente da Anfavea lembrou, também, que o ministro da Economia prometeu a liberação de mais R$ 100 bilhões no compulsório dos bancos, que se somariam aos R$ 20 bilhões já liberados e que aumentam a quantidade de recursos disponíveis para os financiamentos.

 

Essa esperança pode ajudar a compensar o recuo nas vendas para a Argentina, que mês a mês derruba os volumes de exportações das fabricantes instaladas no Brasil. Em junho a queda nos embarques foi de 37,9%, para 40,3 mil unidades – volume, também, 4,3% abaixo do registrado em maio.

 

Em valores o saldo também é negativo: no semestre o recuo foi de 39,7%, para pouco mais de US$ 5 bilhões, e em junho as fabricantes faturaram US$ 827,1 milhões, queda de 39,6% na comparação anual e de 9,6% na mensal.

 

Foto: Ivan Bueno/APPA.