Universidade avança pesquisa sobre novo insumo

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27/11/2019

Caxias do Sul, RS – Resultados de pesquisas conduzidas na UCS, Universidade de Caxias do Sul, para a produção de grafeno de alta pureza foram apresentadas no evento Grafeno no Rota 2030: Soluções para a Indústria Automotiva, realizado no Rio de Janeiro, RJ. Promovida pela Finep, Financiadora de Inovação e Pesquisa, agência pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, a atividade conectou representantes da cadeia automotiva com as principais ICTs, instituições de ciência e tecnologia, startups e empresas que trabalham com aplicações do grafeno.

 

Por meio do Programa Rota 2030 a Finep anunciou apoio ao desenvolvimento de soluções baseadas em grafeno para a indústria automotiva. Como material mais forte, leve, fino e com maior condutividade térmica que existe, e grande condutor de eletricidade, o grafeno desponta como alternativa para a solução de problemas tecnológicos em diferentes áreas do conhecimento.

 

De acordo com o superintendente de Inovação 2 da Finep, Maurício Syrio, serão ofertados ao todo R$ 200 milhões do Rota 2030, e mais R$ 70 milhões em recursos próprios, ao longo de cinco anos, nas modalidades de recursos não-reembolsáveis a ICT’s até investimentos em startups e fundos de investimentos e participações: "O apoio se estenderá por toda a cadeia da inovação, desde a pesquisa básica e aplicada até o desenvolvimento tecnológico, de protótipos e, por fim, à introdução do produto no mercado".

 

Foram organizados dois painéis para apresentação dos trabalhos de pesquisa e empreendimentos inovadores na área do grafeno. No primeiro o coordenador das pesquisas sobre o material na UCS, Diego Piazza, apresentou os trabalhos desenvolvidos para obtenção de grafeno de alta pureza e o projeto do estabelecimento de laboratório produtivo para transferência de tecnologia à indústria regional em 2020.

 

No segundo painel Joel Vicente Ciapparini, coordenador de engenharia e desenvolvimento da Marcopolo, parceira da UCS nas pesquisas e nos projetos, participou dos debates sobre os desafios e oportunidades do uso do material na indústria automotiva: "O peso é o nosso maior problema. Estamos acrescentando algo em torno de 1,5 mil quilos para alguns modelos, de forma que buscamos materiais mais leves, que causem menos corrosão, como o alumínio e o grafeno".

 

Ao fim do encontro um encontro das ICTs, empresas e startups com os representantes do mercado automotivo fez a aproximaçãode desenvolvedores com potenciais clientes para o reconhecimento de demandas e a criação de soluções a partir do uso do grafeno.

 

Foto: Cláudia Velho/Divulgação.