Anfavea projeta mercado de 3 milhões de veículos

Imagem ilustrativa da notícia: Anfavea projeta mercado de 3 milhões de veículos
Foto Jornalista  André Barros

Por André Barros

CompartilheBalanço da Anfavea
07/01/2020

São Paulo – A Anfavea acredita em crescimento mais acentuado do mercado brasileiro em 2020 depois de crescer 8,4% no ano passado. Segundo projeções divulgadas na terça-feira, 7, as vendas domésticas deverão, este ano, retornar ao patamar das 3 milhões de unidades, com avanço de 9,4% na comparação com os 2 milhoes 790 mil alcançados em 2019.

 

As estimativas têm como base uma perspectiva otimista dos analistas do departamento econômico da entidade, que acreditam em avanço de 2,5% em 2020, após uma alta estimada de 1,2% em 2019. Os fundamentos estão sólidos, segundo o presidente Luiz Carlos Moraes: inflação controlada, risco-Brasil em níveis historicamente baixos, sinais de retomada do emprego e da confiança e perspectiva positiva para o crédito, importante propulsor das vendas de veículos no País:

 

“A taxa de juros ao consumidor final já está, em média, abaixo dos 20%. Este índice foi alcançado em 2012-2013, com a Selic em nível superior aos atuais: era de 7,5% na época, hoje está em 4,5%. Então ainda há espaço para que a taxa de juros seja reduzida ainda mais”.

 

Mais uma vez o segmento de veículos pesados terá crescimento superior ao de automóveis e comerciais leves. Nos cálculos da Anfavea a venda de leves subirá 9%, superando por pouco as 2,9 milhões de unidades, enquanto a de pesados registrará avanço de 16,9%, alcançando 143 mil veículos. Deste volume 120 mil caminhões e 23 mil ônibus.

 

A expectativa de bom desempenho interno ajuda a sustentar outra projeção de crescimento, a da produção. A Anfavea calcula que sairão das linhas de montagem 3 milhões 160 mil unidades, volume 7,3% superior ao de 2019 – embora o volume exportado, nas contas da entidade, recuará 11%, para 381 mil veículos.

 

“Não acreditamos em recuperação da Argentina, nosso principal cliente, ainda este ano”, argumentou Moraes. “E temos problemas em outros destinos importantes, como o Chile, onde as manifestações populares não cessaram, e a Colômbia, que também está instável.”

 

O presidente da Anfavea disse, ainda, que a busca por novos mercados segue difícil por causa do custo-Brasil, formado, segundo ele, por impostos elevados e carências logísticas, principalmente: “Queremos e podemos exportar mais. Mas seguem os entraves de competitividade”.

 

Em valores, nos cálculos da associação, a queda nas exportações deverá ser menor: 5,9%, com receita de US$ 9,2 bilhões.

 

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Foto: Divulgação.