São Paulo — O setor de máquinas agrícolas e rodoviárias somou 4,5 mil unidades vendidas em julho, alta de 14,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi o melhor volume para o mês desde 2018, segundo a Anfavea, que divulgou os dados na sexta-feira, 7. Com relação a junho a expansão foi de 15,6% e no acumulado de janeiro a julho a indústria recuperou a queda registrada em meses anteriores e registrou crescimento de 1,3% ante igual período do ano passado.
Para Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da entidade que responde pelo agronegócio, a alta em julho é reflexo do novo Plano Safra, que já começou a operar no mês passado: "O Plano Safra já está funcionando, sem redução de recursos. Em julho a liberação de crédito nas suas linhas foi 50% maior do que no mesmo mês do ano passado".
Mas não foi só o Plano Safra que impulsionou a retomada: a demanda cada vez mais maior por alimentos da China também puxou a expansão, assim como o bom preço pago aos produtores nacionais, que projetam produção de 251 milhões de toneladas de grãos no ano, um novo recorde nacional.
A produção de máquinas somou 5,1 mil unidades no mês passado — melhor volume desde o último outubro. Na comparação com junho a expansão foi de 53,8%, mas ante julho de 2019 houve recuo de 17%. Esse crescimento no período foi alavancado pelas exportações e pela maior demanda do mercado interno, que no acumulado do ano ainda registrou recuo de 21,5%, com 24,2 mil máquinas produzidas.
O aquecimento do agronegócio na Argentina foi o que fez com que as exportações aumentassem 40% na comparação com junho e, considerando os embarques apenas para o país vizinho, houve incremento de 58%.
Mesmo com esse crescimento, as 856 máquinas exportadas em julho representaram queda de 40,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado os embarques chegaram a 5 mil unidades, recuo de 32,8% na mesma base comparativa.
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